Dos games aos negócios, psicológico em dia é trunfo no cenário competitivo

Players também precisam abrir o olho quanto à psicologia (Foto: iStock)


Para qualquer atividade que exija o mínimo de concentração, estar com o psicológico em dia é indispensável. No esporte também é assim. Foi-se o tempo em que o preparo físico e técnico bastava para uma performance "campeã". Atualmente, se o mental não estiver sólido, toda a preparação pode ir por água abaixo. Isso explica muitas zebras que acontecem nos mais variados esportes. Por outro lado, grandes reviravoltas vêm a partir de uma mentalidade fortalecida.

Isso vale para os mais variados esportes e segmentos: desde o gamer, passando pelo jogador de futebol, pelo dançarino que precisa executar os movimentos certos de uma coreografia, pelo piloto de automobilismo, e até mesmo por empresários que não podem errar na hora de investir. A psicóloga Brisa Dantas, popular nas redes sociais, principalmente por dicas de relacionamento, destaca que a mentalidade é um terreno que, o tempo vem provando, não pode ser negligenciado.

“Muitas profissões dependem não apenas do físico, mas de sua saúde mental estar positiva. Num ambiente de competição, seja por um emprego, um contrato ou uma promoção é extremamente importante estar com o estado psicológico saudável, seguro, confiante, ainda mais no esporte. E isso não envolve apenas a prática em si, mas fatores externos, como ambiente, cenário que está vivendo, se não enfrenta crise no relacionamento, na família ou na situação financeira, por exemplo", cita.

"Dependendo da competição, um atleta passa a maior parte do seu dia treinando, realizando atividades físicas, desgastando seu corpo, longe de sua família em diversos casos. Além disso, o esportista precisa lidar com uma enorme pressão de chegar ao topo, à vitória. E tudo isso, se não for bem cuidado e administrado, pode levar à ansiedade, estresse, depressão e outras doenças correlatas”, complementa a psicóloga Brisa Dantas.

Um estudo realizado pela Fiocruz no ano de 2021 entrevistou cerca de 600 atletas brasileiros e 80% deles declararam sintomas como ansiedade, depressão, insônia e estresse. Além disso, em pesquisa feita pelo ISMA-BR, o Brasil aparece na segunda colocação de países com maior número de pessoas com síndrome de esgotamento mental. Brisa Dantas também citou momentos em que a atenção precisa ser dobrada e sintomas que podem sinalizar doenças mentais.

“Um atleta passa pelas mesmas situações que uma pessoa que não tem no alto rendimento físico o seu trabalho, como tristeza e ansiedade. Porém, quando o atleta começa apresentar isso de maneira excessiva, tem um estresse alto, perdendo a vontade de realizar atividades, isso deve chamar a atenção e, nesses casos, procurar alguma ajuda”, concluiu a especialista, que lembra da existência de profissionais especializados em psicologia no esporte.