Dominado, Brasil perde para os Estados Unidos e sofre primeira derrota na Liga das Nações

Seleção Brasileira disputa a Liga das Nações de vôlei feminino, em Brasília (Foto: Divulgação / Volleyball Nations League)


Pedra no sapato. Talvez seja a melhor definição na relação atual dos Estados Unidos com o Brasil no vôlei feminino atual. Neste sábado à noite, em Shreveport Bossier, vitória das donas da casa, atuais campeãs olímpicas e tri na Liga das Nações, por 3 sets a 0, parciais de 25-21, 25-20 e 25-18.

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O resultado tirou a invencibilidade brasileira na edição de 2022 da VNL. Já as americanas seguem sem perder sequer um set, com enormes possibilidades de encerrarem a primeira etapa na liderança geral. Neste domingo, o time de Karch Kiraly encara o Japão, outro invicto.

Com dois times muitos diferentes em relação ao último encontro, a final olímpica de Tóquio, Brasil e Estados Unidos colocaram em quadra o processo de renovação para Paris-2024. Remanescente daquele jogo, a oposto Jordan Thompson foi protagonista americana, com 19 pontos. Mesmo errando mais do que o normal, principalmente no primeiro set, foi ela a bola de segurança de Carlini no ataque.

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Por falar em setor ofensivo, o Brasil teve mais dificuldades do que o normal. Kisy esteve bem marcada e Julia Bergmann não teve um bom aproveitamento. E os erros no fundamento também custaram caro, fazendo as americanas comandarem o placar em quase todo o jogo. Numa tentativa de mudar o panorama, Zé Roberto chegou a usar Ana Cristina na saída de rede.

A partida também pedia maior consistência do passe e volume de jogo. Em ambos, o Brasil ficou devendo. Contra um time historicamente estável, isso é cruel.

O treinador brasileiro mexeu em todos os fundamentos, com Natinha, Karina, Mayany, além de Ana Cristina, já citada acima. Mas os Estados Unidos mantiveram o controle quase na totalidade do confronto.

O Brasil só voltará a jogar agora no dia 15 de junho, em Brasília, no Ginásio Nilson Nelson, contra a Turquia.

Brasil: Macris, Kisy, Julia Bergmann, Pri Daroit, Lorena, Carol e Nyeme (líbero). Entraram: Roberta, Lorenne, Karina, Natinha, Ana Cristina, Mayany. Técnico: José Roberto Guimarães.

Estados Unidos: Carlini, Thompson, Wilhite, Frantti, Stevenson, Rettke e Hentz (líbero). Técnico: Karch Kiraly.

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