Diretor do Corinthians é acusado de fraude por ex-sócio

Roberto de Andrade tenta reaver na Justiça os 10% das ações que tinha na Nova Veículos (Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians) (Daniel Augusto Jr/Ag. Corinthians)

A perseguição de parte da torcida do Corinthians não é o único problema na vida de Roberto de Andrade. O diretor de futebol alvinegro tem contra si um processo na Justiça em que é acusado de fraudar a Nova Veículos, uma das maiores redes de concessionárias Chevrolet do Brasil.

Roberto trabalhou por quase 30 anos na Nova e tinha 10% das ações da empresa. Os outros 90% passaram a ser de Mauro Antonio Salerno, depois da morte de Antonio Miguel Salerno, fundador do grupo. E foi Mauro quem recorreu aos tribunais para acusar Roberto de liderar duas operações de desvio de dinheiro da concessionária.

O Blog teve acesso ao pedido da Promotoria de Justiça exigindo que Roberto pague pouco mais de R$ 2,5 milhões (R$ 2.564.297,38) como reparação aos danos causados à vítima, além da confissão formal e circunstanciada dos crimes que incluem ainda outra pessoa de nome Gean.

O primeiro suposto ato ilícito de Roberto teria acontecido muitos anos atrás, quando a Nova foi obrigada a pagar R$ 3,7 milhões em indenizações a clientes que compraram veículos com uma vendedora, mas não os receberam. A acusação é de que Roberto recebeu dinheiro da mulher, que acabou condenada criminalmente por estelionato.

O segundo problema ocorreu em 2015, quando Roberto teria autorizado o pagamento de R$ 1,05 milhão para que a Fort Paulistana Assessoria em Gestão Empresarial Ltda fizesse uma auditoria da Nova. No fim de 2018, porém, constatou-se que não foi realizada qualquer auditoria.

O Blog procurou uma pessoa que cuida da defesa de Roberto de Andrade e ouviu que o diretor de futebol corintiano é inocente nas duas acusações. "A verdade é que existe uma clara intenção em tirar o Roberto da sociedade sem que ele seja indenizado pelos 10% das ações a que tem direito", justifica o advogado, pedindo para não ser identificado.

"Vamos provar a inocência dele nos tribunais. Foram 30 anos de serviços prestados à Nova e o criador da concessionária sempre teve o Roberto na mais alta conta", acrescenta, referindo-se ao pai de Mauro, que faleceu antes da disputa pelas ações da empresa.