Defesa segura e transição rápida: como o Londrina se tornou o principal adversário do Vasco na Série B

No primeiro turno, o Vasco venceu o Londrina por 1 a 0, no Estádio do Café (Ricardo Chicarelli/ Londrina EC)


Na última temporada, o Londrina se livrou do rebaixamento na derradeira rodada final com um triunfo sobre um Vasco desmotivado. Quase um ano depois, as equipes voltam a se enfrentar pela Série B, mas, desta vez, o cenário é outro. O Tubarão está a três pontos da equipe carioca, que tenta defender sua permanência no G4.

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O foco inicial era justamente chegar aos 45 pontos para se livrar matematicamente de qualquer possibilidade de descenso. Desse modo, a missão não só foi cumprida com tranquilidade, como o time chega às últimas rodadas com chance de conquistar o acesso - algo que não acontece desde 1982.

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Essa transformação passa pelo trabalho do técnico Adilson Batista. Na busca por se recolocar no mercado, o comandante encontrou no alvianil a sintonia ideal para desenvolver suas ideias de jogo e voltar a surpreender. Vale lembrar que o profissional já teve uma passagem pelo adversário desta quinta, em 2013.

Na atual campanha, um dos principais destaques do Tubarão é o desempenho como visitante e a ascensão no returno. Em 15 jogos longe dos seus domínios até o momento, foram cinco vitórias, três empates e sete derrotas. Com 40% de aproveitamento, fica atrás apenas do líder Cruzeiro, que já confirmou o acesso.

Para compreender o momento da equipe na temporada, o LANCE! conversou com o setorista do clube, Lúcio Flávio Bortoti, da rádio Paiquerê, a principal da cidade.

- O trabalho do Adilson é muito bom. Até porque o primeiro objetivo já foi cumprido com sete rodadas antes de terminar o campeonato. Era chegar aos 45 pontos para não correr riscos. E o time melhorou no segundo turno com mais vitórias fora de casa, por isso está brigando na parte de cima. O Adílson conseguiu fazer o elenco jogar, tem extraído bastante no aspecto individual dos jogadores. Sem dúvidas, um dos grandes responsáveis pela grande campanha até aqui - disse.

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A campanha consistente tem chamado atenção e passa pela mudança na forma de jogar. Sob o comando de Adílson, o Londrina construiu um sistema defensivo sólido e a aposta nos contra-ataques com transições rápidas. No melhor estilo "paizão", o treinador criou um modelo que foi assimilado pelo elenco com muita aplicação e foco no posicionamento.

Em uma competição extremamente física, a eficiência nas transições quando chega ao ataque é essencial para pontuar. Com isso, o time tenta forçar o erro para recuperar a posse da bola já na saída do adversário e ser mortal no contra-ataque. O ataque é veloz com Douglas Coutinho e Leandrinho, mas Caprini é o grande destaque como o verdadeiro "motorzinho".

A forma reativa, de dar a posse de bola ao adversário para ser eficiente nos contra golpes, é a tônica do trabalho. Apesar de não conseguir repetir escalações, o modelo é bem definido, e o elenco compreende bem. Para o duelo de quinta-feira, ele não terá à disposição sua dupla de ataque: Douglas Coutinho e Leandrinho, ambos suspensos.

- Na verdade, o Londrina é um time de contra-ataque, de transição rápida. Não especificamente neste jogo, mas a característica do time no campeonato é essa. O Tubarão não é uma equipe de grande posse de bola e troca de passes. É sempre com transição rápida, velocidade, marcação forte. Então, não vai ser diferente para o jogo de quinta. Adílson não terá os dois atacantes Douglas Coutinho, e Leandrinho, que estão suspensos. Ele vai manter a forma de jogar com três atacantes, trÊs no meio e jogando na velocidade como desde o começo da Série B jogando dentro ou fora de casa - explicou, e em seguida acrescentou:

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- Os destaques são Douglas Coutinho, artilheiro do time, e o volante João Paulo, que é o capitão - um dos mais experientes e regulares. Tecnicamente, o melhor jogador do Londrina é o Caprini, que é o cara da assistência, finalização, e tem se destacado nesta Série B - finalizou.