Da defesa ao ataque, São Paulo definha em momento mais crucial da temporada e 'junta os cacos'

Jogadores do Tricolor antes do início do jogo no Serra Dourada, na quinta (Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC)


Se o São Paulo caminhava em agosto vivo em todas as frentes de disputa que tinha na temporada e colhia os frutos de ver sua torcida quebrar recordes lotando o Morumbi todo jogo, setembro já em outra realidade.


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O Tricolor precisava de duas vitórias contundentes ante Flamengo e Atlético-GO para seguir vivo nas copas do Brasil e Sul-Americana, respectivamente, após perder os dois jogos de ida das semifinais por 3 a 1. Contra os cariocas, a missão são-paulina se torna mais hércula, já que o revés veio em pleno Morumbi. No Campeonato Brasileiro, são apenas quatro pontos de vantagem para a zona de rebaixamento.

Depois do tropeço sofrido para um adversário que está na zona de rebaixamento da principal competição continental e que não vencia há três jogos, foi hora do São Paulo somar suas estatísticas da tragédia anunciada.

Para começar, o São Paulo volta a perder quatro partidas seguidas, algo que não acontecia desde 2013. Ao todo já são cinco partidas sem vitórias, com sete revezes nos últimos dez compromissos, o que derrubou o aproveitamento do clube em agosto para menos de 30%.

E foi o estopim para todos os setores da equipe começarem a também deixar seus registros nos dados da derrocada tricolor. Na defesa, contando a falha grotesca, o time do Morumbi já acumulça sete gols sofridos em oito chutes de cada um dos quatro adversários responsáveis pela série de derrotas (Santos, Flamengo, Fortaleza e Atlético-GO).

No ataque, segundo dados do Footstats, o Tricolor havia finalizado nos três jogos anteriores nada menos que 58 vezes, sendo 20 delas na direção do gol, mas só balançou as redes adversárias uma única vez (contra o Flamengo). Nesta quinta, o rendimento já decaiu: só quatro oportunidades criadas. Mais baixo índice desde 2019.

- Nós erramos muito e jogamos muito mal. Essa é a verdade. Em jogo de semifinal de copa, você não pode cometer tantos erros nem jogar tão mal, que você paga esse resultado. Mas acho que não jogamos bem hoje. Além de tudo, nós jogamos muito mal. Foi um os piores jogos individualmente falando. Agora, nós temos que nos desdobrar lá no Morumbi para tirarmos essa diferença - disse Ceni em Goiânia (GO).

- Estamos mal, chateados pela situação, mas sou confiante, e o São Paulo vai fazer o melhor para tentar virar. Estamos no pior momento do ano. Com a qualidade que temos, não podemos perder quatro jogos consecutivos. Quinta que vem teremos o jogo mais importante da minha vida e vamos dar tudo para sair classificados - destacou o atacante Calleri.

- Minha maior decepção foi ter sido eliminado em 2016 da Libertadores. Teremos a vantagem de jogar no Morumbi, sabemos que lá vamos deixar a vida. Vou dar a vida para deixar o São Paulo jogar mais uma final internacional. Estou chateado, todos estamos chateados. Com todo respeito ao Atlético-GO, que fez um baita jogo, mas não podemos levar três gols, somos o São Paulo, não podemos levar três gols. Estou chateado, tentarei fazer meu melhor, dar 100%, como sempre, e tentar reverter no Morumbi. Não tenho dúvidas que vamos deixar a vida para ganhar, sou um cara que sempre confia e vamos nos sacrificar para levar o São Paulo á final - completou o argentino.

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