Da brincadeira com Neymar e sonhos de Textor às reclamações de Castro: Botafogo vive diferentes realidades

John Textor e Luís Castro, do Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)


Pela tarde, John Textor fez uma brincadeira em uma rede social sobre a possibilidade de Neymar jogar no Botafogo. Horas depois, à noite, o Glorioso foi derrotado por 3 a 0 pelo América-MG, se complicou na Copa do Brasil e Luís Castro ressaltou a "necessidade de se reforçar", trazendo à tona a qualidade da equipe que entrou em campo no Independência.

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É claro, vale ressaltar, que o resultado negativo em Belo Horizonte nada tem a ver com a postagem de Textor, mas expõe diferentes 'realidades' que o Botafogo vem encarando. Enquanto o norte-americano visa grandes astros do futebol mundial, Luís Castro questiona e reclama de questões mínimas na estrutura do clube.

Por exemplo, o português afirmou, na última sexta-feira, que o gramado do Espaço Lonier, CT do clube, é "bom para estacionar carros". Um dia antes, John Textor afirmou, em entrevista ao LANCE!, que havia iniciado conversas com tentativa de contratar James Rodríguez, estrela colombiana.

São dois mundos que não se encontram - apesar de não terem relação direta. Ao mesmo tempo que John Textor vende uma ideia ao mundo de que quer uma estrela ao Botafogo, Luís Castro afirma que o clube não teria estrutura suficiente para recebê-la, caso tudo caminhasse para um acerto.

O treinador voltou a falar sobre questões estruturais após a derrota para o América-MG. Entre lesionados e questões burocráticas, o Alvinegro teve dez desfalques para a partida. O comandante clamou por contratações.

- Eu acho que todos nós estamos de acordo de que precisamos nos reforçar. Nem que seja com os jogadores que estão fora por lesão. Hoje jogamos com equipe do ano passado, da Série B, com Sampaio e Patrick de Paula. Claro que para uma Série A normalmente não se joga só com os atletas do campeonato anterior. Claro que reforços têm que vir. Se olharmos, também nos falta o Erison, o Lucas Fernandes, o Piazon, o Victor Cuesta, para sermos mais fortes - disse.

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James não foi o primeiro. John Textor já teve diferentes "sonho de consumo": Edinson Cavani foi o primeiro, ainda na primeira janela, mas não andou. Eran Zahavi foi o mais duradouro, com uma negociação que durou mais de quatro meses.

A questão dos desfalques, importante ressaltar, não pode servir como um 'trampolim' para justificar completamente uma atuação de pouca imposição e criatividade do Botafogo. O Alvinegro foi dominado e poderia ter saído com um placar ainda mais elástico de Belo Horizonte.

A questão são o tom dos discursos que vêm dos diferentes locais. John Textor e Luís Castro não falam a mesma língua - pelo menos não publicamente.

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