Dá para comparar? Grupo atual do São Paulo repete feitos e números da era Telê e 2005

Jogadores do São Paulo comemoram a classificação à final da Sul-Americana (Foto: Rubens Chiri/São Paulo FC)


Setembro chegou e com ele o São Paulo, com muito menos investimento que rivais diretos, é o único clube do país ao lado do Flamengo que continua vivo em todas as frentes de disputa que possui. O Tricolor simplesmente jogou até gora todas as partidas que poderia ter disputado na temporada. E isso significa alcançar números altamente positivos. E que podem fazer a atual equipe do técnico Rogério Ceni igualar marcas atingidas anteriormente apenas pela era Telê Santana no clube e a temporada 2005, dois dos períodos mais vitoriosos da história.


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Na atual temporada, por exemplo, o São Paulo perdeu apenas uma entre as 11 disputas de mata-mata ocorridas até agora. Foi justamente na final do Campeonato Paulista, para o rival Palmeiras. De resto, despachou São Bernardo e Corinthians no Estadual, Campinense, Manaus, Juventude, Palmeiras e América-MG na Copa do Brasil e mais Universidad Católica, Ceará e Atlético-GO na Sul-Americana.

O rendimento atual só não é melhor do que o de 1991, no primeiro ano da era Telê, em que o Tricolor venceu todos os três mata-matas que disputou. Isso em porcentagem. Em números absolutos, o São Paulo se iguala aos outros anos em que teve o mítico treinador no banco.

Em 1992, a equipe ganhou sete de oito confrontos (aproveitamento de 87,5%). No ano seguinte, venceu 12 de 14 (85,71%), e em 1994 passou em dez de 13 duelos eliminatórios (76,92%).

2005, ano dos últimos títulos de Copa Libertadores e Mundial de Clubes, o aproveitamento foi de 85,71%, ao se classificar em seis dos sete duelos eliminatórios disputados.

Com duas finais confirmadas (Paulista e Sul-Americana), o elenco atual do Tricolor já se iguala ao elenco de 2006, última vez em que isso havia acontecido (decidiu Libertadores e Recopa Sul-Americana na ocasião).

Na próxima quarta-feira (14), o São Paulo faz o jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil ante o Flamengo, no maracanã. Perdeu a ida por 3 a 1. Caso consiga reverter o revés, disputará pela primeira vez desde 1994 três decisões no mesmo ano.

O fio condutor entre as três campanhas tem nome: Rogério Ceni. O atual treinador disputará a segunda final como técnico do São Paulo, que se somam às 29 em que ele esteve envolvido durante sua carreira como jogador do clube, um recorde absoluto.

- Só quem é campeão, só quem tem oportunidade de jogar finais, só quem foi o time que mais ganhou títulos internacionais na história sabe o significado, realmente, do que é jogar uma decisão de campeonato internacional. Que nós possamos, daqui a 20 e poucos dias, poder escrever a história da Sul-Americana. Acho que o meu jogo mais importante vai ser no dia 1 do mês que vem. Mas foi um jogo muito importante, sim. O jogo mais importante do ano para mim e para nós será… o próximo é importante, claro, mas a final tem um
valor… ser campeão não tem preço. Não há preço no mundo que pague uma conquista - disse Ceni.

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