Com Parlamento prestes a ser dissolvido, premiê de Israel diz que não tentará reeleição

Premiê israelense, Naftali Bennett, faz declaração à imprensa em Jerusalém

JERUSALÉM (Reuters) - Israel ficou mais perto, nesta quarta-feira, de sua quinta eleição em menos de quatro anos, mergulhando o país mais profundamente em incertezas políticas no momento em que a população enfrenta um aumento no custo de vida e iniciativas internacionais para retomar um acordo com o Irã.

O primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, anunciou que não irá concorrer nas próximas eleições, mas que irá manter sua posição como premiê alternativo após seu parceiro de coalizão, Yair Lapid, assumir como chefe do governo interino.

"Eu deixo para trás um país próspero, forte e seguro", disse Bennett a jornalista nesta quarta. "Nós provamos neste ano que pessoas com opiniões muito diferentes podem trabalhar juntas", acrescentou em referência à sua coalizão ideologicamente diversa.

Na semana passada, Bennett agiu para dissolver o Parlamento após conflitos internos tornarem sua coalizão de governo insustentável. O Knesset estabeleceu o prazo de meia-noite de quarta-feira para uma votação final sobre a dissolução.

Uma vez que a convocação de uma eleição antecipada obtiver a aprovação final do Knesset, o ministro de Relações Exteriores de Israel, Yair Lapid, de centro-esquerda, irá assumir como primeiro-ministro do governo interino, que terá poderes limitados.

Mas, mesmo com os parlamentares discordando sobre a data exata da eleição, que poderá ser em 25 de outubro ou 1º de novembro, a campanha já está sendo dominada por um possível retorno do ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Lapid e Bennett encerraram o reinado recordista de 12 anos de Netanyahu ao formarem uma rara aliança entre políticos de direita, liberais e partidos árabes, que durou mais do que muitos esperavam, mas sucumbiu nas últimas semanas após conflitos internos.

Netanyahu, hoje líder da oposição, tem se mostrado satisfeito com o final do que chama de o pior governo da história de Israel. Ele espera conseguir um sexto mandato no poder, apesar de estar sendo julgado por acusações de corrupção.

(Reportagem de Maayan Lubell e Henriette Chacar)

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