Com a camisa 10, Róger Guedes reassume protagonismo e comanda ataque do Corinthians

Guedes tirou a camisa após empatar o jogo no Maracanã (Foto: Rodrigo Coca / Agência Corinthians)


Róger Guedes vinha dividindo a opinião dos corintianos. Uma parte defendia a maior utilização do atleta e cobrava explicações por ele ter iniciado as duas partidas do Corinthians contra o Flamengo, pela Libertadores, no banco de reservas. Outra ala sustentava a teoria de que ele precisava ‘andar mais na linha’ para ser titular.

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Independente da opinião, a marra do jogador combinou com a mística da camisa 10 corintiana, e o bom momento do atacante com a nova numeração se deve muito pelo comprometimento tático que ele vem demonstrando.

A grande polêmica envolvendo Guedes e Vítor Pereira ao longo da temporada se deu pela discordância dos dois acerca do posicionamento do atleta em campo, e como ele deveria ajudar mais a equipe defensivamente.

Se antes ele demonstrava insatisfação ao ser deslocado da ponta para o meio, nas últimas partidas o jogador passou a aceitar com mais naturalidade as mudanças táticas impostas pelo treinador.

Desde que assumiu a camisa 10, no Dérbi disputado na Neo Química Arena, Róger Guedes se mostrou cada vez mais comprometido em ajudar defensivamente. Contra o Atlético-GO, no jogo de volta das quartas de final Copa do Brasil, ele auxiliou na recomposição em momentos cruciais da partida, somando uma interceptação e desarme, e ainda deu a assistência para o primeiro gol de Yuri Alberto.

Contra o Fluminense, ele se mostrou presente na marcação, por orientação de Vítor Pereira e também pelo estilo de jogo do adversário, como ele mesmo explicou após o jogo no Maracanã.

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A nova numeração foi uma boa mudança de ares para o atacante, que revelou ter ‘namorado’ o número anteriormente, mas acabou cedendo a Willian quando o meia-atacante foi contratado pelo Timão.

- Caiu bem (o número 10), como o Duílio havia falado já era para ser meu antes, mas como foi um pedido do Willian, eu acabei cedendo para ele - explicou o atacante na zona mista após o empate com o Fluminense.

A consagração da boa fase veio no Maracanã, de maneira emblemática, em um palco onde ele ainda não tinha marcado. Após sair da ponta e ser deslocado como 9, ele recebeu belo passe de Fagner, controlou a marcação de Nino e bateu cruzado para conseguir o empate heroico.

A comemoração efusiva, estendendo a camisa e vibrando com seus companheiros, simbolizou a retomada de um atacante que não marcava há 35 dias. Seu último gol havia sido na vitória por 3 a 1 do Timão sobre o Coritiba, pela 24ª rodada do Brasileirão.

A seca não abalou Róger Guedes, que não apenas é o artilheiro do clube alvinegro na temporada, com 11 gols, como o jogador do elenco que mais vezes balançou as redes desde que foi contratado, tendo marcado 18 gols desde o segundo semestre do ano passado.

Não obstante, ele também lidera a equipe em grandes chances criadas (10) e faltas sofridas (124) desde sua estreia, segundo o SofaScore.