Campeão em 92 pelo São Paulo, técnico Antônio Carlos Zago comenta a influência de Telê em seu trabalho

  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.
Neste artigo:
  • Opa!
    Algo deu errado.
    Tente novamente mais tarde.


Atualmente atuando como técnico do Bolívar, Antônio Carlos Zago falou sobre a influência de Telê Santana em seu trabalho. O ex-jogador esteve presente no evento promovido pelo São Paulo em comemoração aos 30 anos da Libertadores de 1992, nesta sexta-feira (17).

Galeria
> ATUAÇÕES: Patrick se salva em tarde ruim do São Paulo contra o Botafogo

Tabela
> Veja tabela do Campeonato Brasileiro

Zago destacou que sua forma de agir com os atletas da equipe que comanda é parecida com o jeito que Telê conduzia o elenco campeão. O ex-atleta ressaltou também o relacionamento com jogadores mais novos.

- Na época, ele era um treinador que aprimorava a parte técnica dos jogadores. Eu gosto de trabalhar com os jovens, a gente tem no Bolívar hoje. O grupo City também quer investir em jovens. Essa paciência, sabe? Maneira de bater na bola, de cabecear, a gente tem uma pessoa específica que trabalha com esses garotos, posicionamento de corpo. Foi uma coisa que aprendi com seu Telê, que ficou marcada e ficará marcada para o resto da minha carreira - disse.

Durante o evento, citou também sua passagem pelo Palmeiras e pela Roma. O campeão destacou que mesmo com cada equipe tendo suas particularidades, nenhuma se compara ao que viveu no Tricolor paulista.

- Era um time que encantou o Brasil. Tive alguns períodos da minha carreira aqui no São Paulo, um time técnico, talvez não tão bom individualmente, mas tecnicamente sobrava em campo. Participei do Palmeiras de 93,94, que individualmente não tinham os melhores jogadores. Mas na minha opinião, não jogava como o São Paulo de 92, 93. Tive a Roma de 2001, que tinha um timaço, era um time que jogava um futebol bonito, mas o São Paulo foi diferente porque tinham jovens formados aqui na casa com uma mescla com experientes, como Raí, Zetti. Tinha eu, Cafú, Macedo... Jogadores mais jovens que se encaixaram do jeito que Telê queria - comentou.

Por fim, relembrou alguns momentos que viveu ao lado do elenco vitorioso e ao lado de um dos maiores ídolos do São Paulo, Telê Santana.

De acordo com ele, era comum que os jogadores mantivessem uma boa relação fora de campo. Citou a existência de jantares e churrascos frequentes. Como uma das memórias que mais o marcou, contou sobre um treinamento onde se desentendeu com o treinador, mas que ao invés de levar uma bronca, a reação de Telê foi diferente.

- Só tenho lembranças boas porque não só em campo, mas fora de campo se dava bem. Quase toda semana fazia jantares, churrasco, Telê gostava, gostava de uma pinguinha, sempre estava ali presente. Difícil destacar um momento daquele São Paulo. Quando falo do São Paulo, falo com orgulho pelo aquilo que representou na época, pelo time que encantou o futebol brasileiro, o mundo. Difícil você pegar um detalhe. Tive um com Telê, ele me chamou atenção no treino e mandei ele para aquele lugar. Vi que ele não falou nada. Por muito menos ele mandava jogadores para o chuveiro. Eu voltei, continuei e ele me chamou - concluiu.

Técnico do Bolívar, foi campeão na última semana do Apertura do Campeonato Boliviano e se garantiu na Libertadores de 2023.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos