Córdoba se despede do São Paulo com lamento e espantado com torcida

Quando o sol raiar a partir desta segunda-feira (3), Córdoba se despedirá de um verdadeiro furacão que passou na cidade: a torcida do São Paulo. Mesmo com um público muito abaixo do esperado (a Conmebol não divulgou números oficiais, mas a imprensa argentina estima algo em torno de 20 mil presentes), a final da Copa Sul-Americana transformou o cenário local. E a camisa tricolor era constantemente vista, pelo menos na região central.

No último domingo (2), mesmo após a 'ressaca moral' pela derrota para o Independiente del Valle, do Equador, ainda era possível ver são-paulinos circulando pelas ruas. O ponto mais procurado na cidade foi o quiosque de câmbio do principal shopping local, onde os brasileiros buscavam desesperadamente conseguir mais pesos (a moeda argentina) para conseguir comer ou se transportar até o aeroporto e rodoviária para seguirem o caminho de volta para casa.

- Lógico que está doendo. Doendo demais. Mas vida que segue. O que vale foi viver essa experiência maravilhosa, demonstrar a força da torcida do São Paulo - disse o contador Eduardo Miranda, 43 anos, morador da Penha (zona leste de SP).

Experiência essa sentida também por cordobeses. A cobertura da imprensa local da final da Sul-Americana destacou a torcida tricolor, sua motivação, empolgação e a festa nas arquibancadas.

Por mais que a final tenha sido ignorada pelos locais, os são-paulinos viraram atração turística. Se tornou normal ver argentinos pedindo fotos com os tricolores.

Nas ruas do centro de Córdoba, comerciantes eram os mais saudosos da encaminhada despedida são-paulina da cidade. Muitos se entusiasmaram com os lucros dos últimos dias, trazidos pela valorização da moeda brasileira frente à local.

- As vendas dos últimos dias foram extraordinárias em todos os sentidos. Esperamos que os brasileiros tenham gostado de Córdoba e voltem em breve - disse uma mulher que se identificou como a gerente de uma loja de doces.

Em contato com o LANCE!, autoridades policiais da região central da cidade argentina também apontaram que não houveram registros de ocorrências policiais. Algo até esperado em uma cidade de movimento constante na madrugada, com jovens e família andando nas ruas até por volta das 4h, com bens à mostra, sem nenhum sinal de correm algum perigo, algo infelizmente habitual no Brasil.