Brasil reage e vira para cima de Cuba no Mundial de vôlei masculino

Leal foi o destaque do Brasil diante de Cuba na estreia do Campeonato Mundial (FIVB)


O Campeonato Mundial Masculino de Vôlei começou com emoção. Depois de perder os dois primeiros sets e mexer no time titular, o Brasil reagiu, virou e derrotou Cuba por 3 sets a 2 – parciais de 31-33, 21-25, 25-16, 25-17, 18-16 -, na manhã desta sexta-feira, na cidade de Ljubljana, na Eslovênia, partida que abriu o torneio, pela fase classificatória do Grupo B. O time verde-amarelo volta a jogar domingo, contra o Japão, ás 9h (horário de Brasília), com transmissão pelo SporTV 2 e também pelo canal do Web Vôlei no YouTube. Além de Cuba e Japão, o grupo brasileiro conta com a Seleção do Qatar. Os dois primeiros avançam para a próxima fase.

O técnico Renan dal Zotto escalou o Brasil com: Bruninho, Wallace, Lucão, Flávio, Leal, Lucarelli e Thales. Wallace foi o maior pontuador da partida, com 23 pontos, seguido por Leal, com 22. Herrera foi o destaque de Cuba, com 18 acertos. Lopez, destaque do Sada Cruzeiro nas duas últimas temporadas, fez 14. A Seleção Brasileira terminou a partida com 15 pontos de bloqueio.

O Brasil começou bem o jogo, dominando o placar, com Wallace e Leal ditando o ritmo no ataque. Nesse ritmo, abriu boa frente no placar, com 17 a 12 e parecia encaminha a vitória na parcial. O saque de Cuba, no entanto, começou a funcionar e, aos poucos, os cubanos foram tirando a diferença. A equipe brasileira teve três match points consecutivos mas, sem passe, a Seleção Brasileira passou a jogar muito pelas pontas, facilitando a leitura do bloqueio cubano. Com um bloqueio em cima de Leal, Cuba fechou set em 33 a 31.

Confiante com a virada na primeira parcial, Cuba voltou ainda mais agressiva no saque e no ataque. A partir da segunda metade do set, nada mais funcionava no Brasil: nem o passe, nem o bloqueio e muito menos a defesa. A distribuição de Bruninho ficou muito previsível, pelas pontas. Lucão só foi marcar o seu primeiro ponto de ataque no jogo no final do segundo set. Bem marcada, a Seleção Brasileira voltou a cair para os rivais: 2 a 0, com 25 a 21 na parcial.

Atendendo aos pedidos da torcida, Renan mexeu no time e começou o terceiro set com Rodriguinho no lugar de Lucarelli e Cachopa no de Bruninho. O Brasil se reequilibrou no ataque, com uma distribuição mais equilibrada, jogando mais pelo meio e fazendo o bloqueio cubano se deslocar mais. A confiança mudou de lado e a Seleção Brasileira passou a sacar melhor e a tocar nas bolas cubanas no bloqueio, o que impactou também no melhor posicionamento da defesa. Nesse ritmo avassalador, a equipe passou em quadra, abrindo 19 a 10 no terceiro set, fechando não só essa parcial, mas a seguinte, para empatar o jogo em 2 a 2.

No tie-break, mais emoção. O Brasil abriu 12 a 9, mas Lopez foi para o saque e encostou no placar. Cuba chegou a ter o match point em 14 a 13, mas o Brasil teve equilíbrio emocional para empatar em 14 a 14. Num saque de Rodriguinho, amortecido pela rede, os cubanos tiveram de devolver a bola de graça para a Seleção Brasileira, que não perdoou e fechou o set e o jogo num ataque de Leal na paralela.

A expectativa agora é saber se Renan vai manter Cachopa no time titular contra o Japão ou se retorna com o capitão Bruninho. O Brasil chegou às últimas cinco finais de Campeonatos Mundiais. Conquistou o tricampeonato em 2002, 2006 e 2010 e foi vice-campeão em 2014 e 2018, com derrotas para a Polônia em ambas as vezes.

– Não é fácil jogar contra Cuba. É um time forte, um time jovem. Estou sempre pronto para ajudar a equipe quando preciso – disse Cachopa, em entrevista após o jogo.