Boxeadora desiste de combate: "Só quero chegar viva a casa"

Alma Ibarra é uma das principais pugilistas do México. Foto: Jaime Lopez/LatinContent via Getty Images
Alma Ibarra é uma das principais pugilistas do México. Foto: Jaime Lopez/LatinContent via Getty Images

Nem a disputa do título mundial de pesos médios, nem a insistência do treinador conseguiram fazer a boxeadora mexicana Alma Ibarra deixar de desistir do combate disputado no passado sábado em San Antônio, nos Estados Unidos.

Após duríssimos golpes desferidos pela adversária, a norte-americana Jessica McCaskill, a pugilista mexicana revelou uma imagem de desespero quando terminou o quarto assalto.

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“Eu só quero chegar viva a casa”, respondeu no intervalo entre os rounds enquanto seu treinador tentava incentivá-la de todas as formas a continuar no combate que ainda teria mais um round.

Alma Ibarra acabou desistindo da luta deixando para trás o sonho de ser a primeira mexicana campeã indiscutível de uma divisão, e McCaskill, campeã mundial desde 2018, conquistou os títulos do Conselho Mundial de Boxe (WBC), Associação Mundial de Boxe (WBA), Federação Internacional de Boxe (IBF) e Organização Mundial de Boxe (WBO).

Alma Ibarra perdeu as Olimpíadas de Tóquio por sequestro

Ibarra, que chegou a segunda derrota em 12 lutas, perdeu a chance de representar o México nas Olimpíadas de Tóquio após ser vítima de sequestro.

Ela foi retirada de seu hotel em Veracruz, junto com seu treinador Carlos Medellin.

A princípio, eles foram informados de que era para sua segurança, mas não foi o caso. Quando a polícia foi ao local onde estavam mantidos como reféns, os sequestradores já tinham conseguido uma quantia em dinheiro de sua família, como resgate para libertá-los.

"Eles nos disseram que estavam pedindo 300 mil pesos para cada um. Meu treinador ficou preocupado, porque não tinha como pegar. E eles começaram a nos ameaçar; Eu desmoronei e chorei. Eles me disseram por que eu estava chorando, que ninguém havia morrido, que se eu realmente quisesse chorar, bastasse que eles soubessem para que alguém morresse", relatou a lutadora mexicana sobre o período de cárcere.

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