Na volta de Galvão a programa, Arnaldo defende árbitros e narrador o chama de corporativista

TV Esporte Blog

Reprodução: Sportv

O retorno de Galvão Bueno à apresentação do programa “Bem, Amigos” na noite desta segunda, no Sportv, teve grande interação dele com o comentarista de arbitragem Arnaldo Cezar Coelho. Mas entre brincadeiras aqui e ali com o amigo e colega de transmissões, o narrador chegou a chamá-lo de corporativista. Tudo por causa da defesa exagerada que Arnaldo fez dos árbitros no Campeonato Brasileiro.

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"Normalmente eu mostro os lances polêmicos e geralmente ficam claras as falhas da arbitragem e sempre me perguntam: ‘por que não se mostram os acertos?’. Então eu selecionei seis acertos dos árbitros neste fim de semana", disse ele, antes de começar a exibir no vídeo um monte de pênaltis claros, de óbvia marcação pelos apitadores do Brasileirão, gerando comentários indignados de Galvão.

"Ah, mas também [se não marcasse esse]. Fez mais do que a sua obrigação", disse o narrador, fazendo coro ao convidado, o grande ex-jogador Roberto Rivellino, no primeiro acerto supervalorizado por Arnaldo no programa, um pênalti claríssimo cometido pelo corintiano Elias na derrota por 1 a 0 para o Atlético-PR, gol justamente fruto dessa penalidade.

"Arnaldo, você chama isso de acerto?", reclamou, Galvão, quando Arnaldo mostrou outro pênalti claríssimo, mais um, marcado para o Bahia na vitória sobre o Flamengo. Novamente, lance facílimo para a arbitragem, mas contabilizado por Arnaldo como um exemplo de êxito dos apitadores do Brasileirão.

"Se não tivesse marcado, tava todo mundo pegando no pé dele, respondeu Arnaldo, protegendo a sua classe, e motivando nova reação de Galvão: "é lógico, se não tivesse marcado tinham que tomar o apito dele". E depois Arnaldo retrucou: "mas foi um acerto", deixando Galvão indignado: "ah, mas que corporativismo."

Depois, Arnaldo mostrou lances de não marcação de impedimentos, jogadas realmente difíceis e bem avaliadas pelos auxiliares e árbitros, e então o analista de arbitragem, todo orgulhoso, perguntou se alguém no estúdio achava que tinha erro ali. Notando que ninguém o questionava, elogiou: “meus parabéns à arbitragem neste fim de semana”.

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Só que depois desse momento de reconhecimento aos bons serviços prestados pelos seus colegas, o analista de arbitragem mostrou, separado, um erro absurdo de arbitragem, possivelmente o maior deles em todo o Campeonato Brasileiro, quando não confirmaram um gol claríssimo do Goiás contra o Santos, no domingo. Uma bola que passou (e muito!) a linha de gol, mas que ninguém viu. Nem árbitro principal nem os demais, incluindo um que fica atrás do gol justamente para auxiliar em lances assim. Enfim, uma vergonha, mas talvez não choque tanto a Arnaldo Cezar Coelho, defensor dos apitadores.

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