Luxemburgo ao 'Bem, Amigos': "se for contratado pelo Real por 3 ou 4 anos, se ficar 2 anos no Chelsea, na Inter, vou fazer sucesso lá fora"

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Reprodução: Sportv

Há muito tempo sem realizar um trabalho relevante em clube e hoje com a medíocre missão de evitar o rebaixamento do Flamengo, Vanderlei Luxemburgo se meteu a analisar no “Bem, Amigos”, de Galvão Bueno, a ausência de treinadores brasileiros comandando equipes de ponta na Europa, que é onde se joga futebol de alto nível. E falou coisas bem engraçadas.

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Cutucado por Galvão e Paulo Cesar Vasconcellos, entre outros do programa nesta segunda, Luxemburgo tentou de todas as formas justificar na falta de domínio de outros idiomas o insucesso dos profissionais daqui no mercado do exterior.

Confira o bate-papo no programa esportivo e tente não rir:

- Luxemburgo: “nós temos a dificuldade da língua. Isso é fundamental, tá certo? Se for trabalhar na Espanha hoje, a facilidade que tem o [argentino] Bielsa, o [chileno Manuel] Pellegrini é muito maior. O Felipão, mesmo arranhando o inglês, teve dificuldade no Chelsea”, justificou, sendo depois confrontado.

- Paulo Cesar Vasconcellos: “mas aí não é uma falha de preparação do profissional?”

- Luxemburgo: “Preparação não,aí desculpa eu falar [disse, estressado]. É questão de cultura do país. Ninguém aqui no Brasil aprende mais de uma idioma na escola lá. Quem era o Pellegrini no Chile? Foi lá pra fora e se deu bem. Ralando. Aí se você pegar os técnicos de ponta do Brasil, Felipão, Abel, Muricy, Vanderlei, pra onde você vai? Vai pro Villarreal? Você vai pro menor?” [argumentou, querendo supervalorizar o currículo dos treinadores brasileiros e diminuir o universo de escolhas do técnico chileno que, antes de chegar ao citado espanhol Villarreal e ser vitorioso hoje no inglês Manchester City, foi campeão na Argentina treinando dois times grandes, San Lorenzo e River Plate].

- Galvão Bueno: “mas não falta aos grandes técnicos brasileiros um preparo de falar dois ou três idiomas? Você pega o Mourinho e ele fala inglês, francês e italiano.”

- Luxemburgo: “mas é Europa, não é Brasil” [justificou, visivelmente incomodado].

Galvão: “o Guardiola passou 1 ano fazendo curso de Alemão para depois dirigir o Bayern de Munique.”

- Luxemburgo: “mas como é feita a educação no Brasil? Não é questão do técnico. Aí você vai chegar: quantos jornalistas falam inglês, francês?”

- Galvão: “hoje, o número é bastante grande.”

- Luxemburgo: “hoje, o número é mais acentuado, claro” [disse, constrangido].

- Galvão: “você me disse que tava fazendo um curso de inglês sério para você falar inglês fluente. Você não falou isso pra mim?”

- Luxemburgo: “claro, e eu arranho no inglês e vou arranhar no espanhol.”

- Galvão: “mas arranhar não é suficiente”.

- Luxemburgo: “eu não tenho a fluência para se trabalhar. Agora, se eu ficar na Espanha, se eu for contratado do Real Madrid por 3 ou 4 anos, se eu ficar 2 anos no Chelsea, na Inter de Milão, você não tenha dúvida que eu vou fazer sucesso lá fora. Vou me adaptar e vou me ajustar. Agora, pra ficar 1 ano , sendo cobrado, sem se adaptar ao idioma e à cultura. Se eu for para a Itália agora, com todo o meu conhecimento de futebol, o Júnior, que não é técnico, hoje é comentarista, faria muito mais sucesso que o Vanderlei na Itália, porque ele vai dominar o italiano.”

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Vale lembrar que esse mesmo Luxemburgo, quando era considerado “técnico top”, não teve êxito em sua passagem pela Seleção Brasileira e pouco tempo depois teve oportunidade de treinar o “galático” Real Madrid, de Zidane, Ronaldo, Beckham e Roberto Carlos, em 2005, e durou pouco lá. Mas, pelo que disse, ele tem certeza que seria um sucesso se voltasse a trabalhar lá hoje. Então tá, então…

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