Jornalista da ESPN pede volta de ‘Muricybol’ ao São Paulo e contesta Corinthians arrasador: “não propõe jogo”

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Tironi quer ‘Muricybol’ de volta. Será? (Reprodução: ESPN)

Em longa análise sobre o São Paulo nesta sexta, o jornalista Eduardo Tironi, da ESPN Brasil, defendeu a volta do estilo ‘Muricybol’ de jogar, mais pragmático, apostando em bolas jogadas na área para achar gols, geralmente de cabeça, eficaz em boa parte das campanhas vitoriosas do Tricolor, na época com o próprio Muricy de técnico, no tricampeonato brasileiro de 2006, 2007 e 2008. Não só isso: Tironi contestou o “Corinthians arrasador” de Tite que, segundo ele, “não propõe jogo contra ninguém.”

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Confira, a seguir, a extensa explanação do jornalista, no programa ‘Bate-Bola’, da ESPN, e tirem vocês, leitores, as suas conclusões sobre as ideias dele sobre São Paulo e Corinthians:

“A pergunta que eu faço é: não chegou a hora do Muricy, por mais que isso seja ruim pro futebol, voltar as suas origens, fazer o que sabe que é o jogo mais pragmático, mais duro, o ‘Muricybol’?”, perguntou.

“Neste ano, isso [ter posse de bola, tocar e propor jogo] não tá funcionando e a impressão é que esse jogo não vai funcionar. O que leva um torcedor, mesmo o Muricy e os jogadores, a acreditar que depois da sova que o time tomou do Palmeiras e do Corinthians que quarta-feira, na Argentina, contra o San Lorenzo, jogando esse jogo a história vai ser diferente? Não tem nenhum elemento que possa confiar que vai acontecer. Eu não acredito e nem sei se eles, jogadores e Muricy, acreditam. Chegou o momento que a torcida do São Paulo não quer saber se o time troca 700 passes por jogo, quer saber é do time ganhar. Com bola parada, cinco zagueiros, enfim quer ver o time ganhar. Esse é o ponto que chegou”, avaliou. “Será que o Muricy, que era um cara feliz, embora rabugento, naqueles anos de 2006, 2007 e 2008, também não está infeliz hoje porque tá tentando um novo jogo e não tá sabendo fazer acontecer?”, acrescentou.

E, então, Tironi falou sobre o Corinthians, dando a entender que o time comandado por Tite, em duelos contra equipes grandes, se vale apenas do bom sistema defensivo que tem e da eficiência para explorar, com velocidade, nos contra-ataques, as brechas dos adversários que proponham mais jogo, caso do São Paulo.

“Falam ‘ah, o Corinthians tá arrasador’. Corinthians? Que me desculpem quem acha isso, mas não propõe jogo com ninguém. Contra a Penapolense, pode ser. Qualquer jogo grande o Corinthians deixa a bola com os outros. Confia bem na sua estrutura defensiva, tem velocidade no ataque e vai ganhando jogo assim. Jogando pela bola certa”, analisou e ainda comparou: “o São Paulo, não, quer propor o jogo, quer propor o jogo, e isso não tem mais sentido.”

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