Jô "invade" programa, agradece Galvão por apoio enquanto esteve "dodói", mas é mais crítico da Seleção

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Rogério Jovaneli
Rogério Jovaneli

"Eu vim aqui para agradecer pelo imenso carinho comigo quando eu tive dodói. Foi super carinhoso e, já que eu gosto de invadir mesmo, fiz questão", disse Jô Soares a Galvão Bueno em nova participação inesperada no "Bem, Amigos" nesta segunda. Se bem que começou com essas "invasões na rival ESPN Brasil (relembre aqui).

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Reprodução: Sportv

Mas o comandante do “Programa do Jô” foi além e, animado pelo convite de Galvão a debater assuntos futebolísticos ali, falou o que pensa do atual trabalho na Seleção Brasileira. Acabou sendo bem mais crítico que Galvão.

"Sou obrigado a dar os parabéns ao Dunga por ter chamado quem chamou", começou, leve, elogiando, aparentemente a contragosto, o treinador, pelo fato de ter chamado Kaká (convidado do "Bem, Amigos" nesta segunda) para os últimos amistosos, contra Argentina e Japão. 

"Kaká também é tricolor. Só tá no tricolor errado", brincou, Jô, torcedor do Fluminense, com o jogador do tricolor paulista, São Paulo FC.

Mas os elogios e amenidades pararam por aí e, ao contrário do supersticioso Galvão, que comparou a caminhada da atual Seleção de Dunga àquela de Parreira que conquistou o tetracampeonato, em 1994, Jô foi bem mais crítico.

"Não entendo esse caminho da Seleção. Acho que tem que experimentar mas jogadores. A Seleção é uma coisa móvel, não é estática. A tática ainda não é aquilo que todos gostaríamos que fosse, uma tática mais atual, mais moderna, mais de conjunto, que não tivesse tanto espaço entre zagueiros, meio-campo e ataque, mais compacta. Eu acompanho todos os campeonato europeus e eu vejo isso", analisou.

Não contente, Jô ainda cobrou Galvão de uma opinião dele dada antes da desastrosa jornada da Seleção Brasileira na última Copa: “só quero lembrar que eu te falei o seguinte: que eu não tinha muita confiança no Thiago Silva. Lembra falei contigo?”

"Mas tinha sido ídolo do seu Fluminense, além de ser um craque, cara”, argumentou, o narrador da Globo. “Mas o que eu posso fazer? Como capitão, acho que ele não tinha a presença que todo mundo achava que ele tinha”, devolveu, Jô.

 ”Naqueles 7 a 1, a sorte é que eles maneiraram no segundo tempo. ‘Não vamos sacanear, também, porque temos que voltar para a Alemanha vivo’. Mas podia ser mais”, afirmou Jô, enquanto Galvão preferiu dizer: “ah, mas vamos deixar isso pra lá”. E ouviu do apresentador de talk show da Globo: “não vamos, não. Nesse negócio de ir deixando pra lá é que a gente se ferra”, disparou, consciente do vexame que aquilo foi e do quão importante é lembrar, sim.

"Única coisa que não entendi do Dunga foi aquela cena que fazia assim com nariz e falava ‘tu, também’. Ele não tava falando do tamanho do nariz do Arnaldo, não, né? Era outra coisa”, brincou o humorista.

"Não, ele disse que tava falando da poluição, mas foi uma desculpa bastante esfarrapada. Vamos deixar pra lá para falar com ele depois", finalizou o assunto, Galvão, com jeitão de que não queria deixar o criticado episódio estragar todo o seu otimismo com a Seleção.

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