Em 15 anos, Zanardi vai da ‘quase morte’ ao terceiro ouro olímpico

Blog da Redação

15 de setembro de 2001. O italiano Alex Zanardi sofreu um acidente gravíssimo no autódromo Lausitzring, na Alemanha, após ser atingido pelo canadense Alex Tagliani. Após sete reanimações no hospital, o piloto precisou amputar as duas pernas acima do joelho e teve a carreira coloca em xeque por médicos e especialistas.

14 de setembro de 2016. Um dia antes do aniversário de 15 anos do acidente, o ciclista italiano conquista a terceira medalha de ouro nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro no handbike (ciclismo com as mãos). A mudança de vida de Zanardi virou uma das maiores história de superação do esporte.

Aos 49 anos, Alessandro Zanardi conseguiu a consagração depois de um desastre. Na manhã desta quarta-feira (14), a conquista na cidade carioca na categoria H5 (contra o relógio) é apenas a ‘cereja no bolo’ do campeão. Essa foi a quarta medalha em Jogos Olímpicos, quatro anos atrás em Londres, o italiano levou duas de ouro e uma de prata.

O ex-piloto precisou mudar de vida. Se nos anos 1990 esteve no Rio de Janeiro para competir pela Fórmula Indy, voltou para o mesmo lugar do autódromo — onde é o Parque Olímpico — para buscar uma nova conquista na sua carreira.

“Onde hoje é o parque olímpico costumava ser o circuito onde corríamos na Fórmula Indy, e onde conquistei minha primeira pole position. Quando foi anunciado que o parque seria construído lá, eu pensei: “Nossa, sempre fui tão rápido lá, sempre amei esse lugar”, afirma o italiano em entrevista ao GloboEsporte.com.

A mudança de carreira demorou a acontecer. Os anos depois do acidente em um carro adaptado às suas necessidades, com alavancas manuais para aceleração e freio, Alex voltou ao palco de seu acidente para uma homenagem, onde completou as 13 voltas que restavam para o fim da trágica corrida. A experiência fez Zanardi desejar voltar às pistas.

Em 2004, competiu no Campeonato Europeu de Turismo. E de 2005 a 2009 disputou o Campeonato Mundial de Turismo, obtendo quatro vitórias e dez pódios nesse período. A volta por cima valeu a ele o Prêmio Laureus, considerado o Oscar do esporte.

No começo de 2007, o italiano descobriu o paraciclismo e alcançou o quarto lugar na maratona de NY com apenas um mês de treino. Nesse meio tempo veio a consagração no ciclismo, nos Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Em seu “habitat natural, em circuito montado no autódromo de Brands Hatch, conquistou as medalhas de ouro nas provas contrarrelógio e de estrada e a medalha de prata no revezamento por equipe, todas na classe H4.















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