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  • Sheik, você é uma vergonha

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    As críticas de Emerson Sheik à CBF foram justas. Mais que isso. Foram animadoras. Afinal, não é toda hora que um jogador cria coragem para meter o dedo na ferida.

    O problema foi o que veio depois.

    Sheik acabou fazendo apenas teatro. Usou a hora e o momento errados para opinar. Soltou uma frase de efeito, nada mais. Não trouxe motivos, não deu explicações, não apresentou sustentação (o que era bem fácil) para dizer que a CBF é uma vergonha.

    Pior. Negou no tribunal o que disse para o Brasil inteiro ouvir. Por medo de suspensão, abrandou a crítica que fez. Afirmou que mandou um “isso é uma vergonha” e não um “você é uma vergonha”. Troca de palavras para tentar mudar a pena. E atingir menos a CBF.

    Na saída do STJD, disse aos jornalistas que por pouco não foi prejudicado pela imprensa. Terceirizou, como muitos, sua ‘culpa’. Jogou para a mídia a repercussão perigosa da sua declaração. 

    O curioso é que foi ele quem procurou uma câmera, operada por um repórter cinematográfico (logo, um membro

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    No Jogando em Casa da última terça-feira (23), Vitor Sérgio Rodrigues levantou um ponto interessante em cima das ameaças de uma organizada do América-RN a torcedores do Flamengo que estão comprando ingressos para o duelo na Arena das Dunas fora do setor específico aos visitantes: o grito de independência que vem sendo dado no nordeste.

    Violência e intolerância à parte, a torcida do América-RN, ao negar a presença de flamenguistas fora do setor reservado (apenas 10% do estádio, conforme estabelece a norma), reforça um sentimento de repúdio que cresce cada vez mais na região contra os que valorizam mais os clubes de fora do que os da sua cidade. 

    A onda é positiva. O desejo, genuíno. Querer fortalecer o futebol local é bom. E isso só acontece se os torcedores estiverem envolvidos no processo. O problema é misturar essa vontade com irracionalidade e rivalidade. Aí o terreno passa a ser outro. Distorcido e perigoso.

    Não dá para vomitar ódio e ameaças na tentativa de se autoafirmar. O

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  • Pelé acredita que “Aranha se precipitou em querer brigar com a torcida”. Segundo ele, o goleiro deveria ter ignorado os gritos de ‘macaco’. Indignar-se com a humilhação pública, para o nosso maior ícone esportivo, soou como revide. Uma visão que certamente revolta mas não surpreende. 

    Basta lembrar quem em abril deste ano o mesmo Pelé afirmou: “Onda de racismo no futebol? Onde está a onda? Nós tivemos um caso que chamou a atenção, que foi na Espanha, com o Daniel Alves, que comeu a banana”. Informação: Só em 2014, no Brasil, já foram relatados mais de sete casos. Fora aqueles que passaram batidos. Quase um por mês. E sem contar os ocorridos em campos internacionais.

    Pelé se apequena com frases de efeito e discurso político. Do ‘trono’, prefere só observar a agir. Tinha, pelo tamanho que tem, a obrigação de fazer mais. Poderia (e deveria) usar sua imagem tão bem negociada para gerar debates, levantar bandeiras e valorizar a luta contra o racismo - em todas as áreas.

    Em tempo: Acho

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  • Ainda estamos em 2014, mas a ansiedade para a Copa do Nordeste 2015 já começou. E o primeiro passo da contagem regressiva ocorre no próximo dia 18 de setembro, no Recife. Depois de Fortaleza e Salvador, a capital de Pernambuco foi a escolhida para sediar o sorteio dos grupos. Dessa vez, histórico.

    Após décadas de segregação administrativa,  os times do Piauí e do Maranhão finalmente entraram na Copa do Nordeste, corrigindo um erro geográfico da CBF. As chegadas de Sampaio Corrêa, Moto Club, River e Piauí devem aumentar a competitividade, a dificuldade e a arrecadação do torneio - esse ano a renda bruta total foi de quase R$ 9 milhões.

    Com mais times, a Copa do Nordeste amplia o leque. São mais cotas de tv, mais jogos e a possibilidade de mais patrocínios. Uma projeção simples aponta para uma perspectiva de faturamento em 2015 superior a R$ 30 milhões. Isso sem contar o que é movimentado com tour da taça e álbum oficial de figurinhas.

    Consolidada, a Copa do Nordeste aumenta o sarrafo

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  • No país da impunidade e do jeitinho, o rigor da lei parece exagerado. Mas não é. A exclusão do Grêmio da Copa do Brasil é um exemplo que deve servir daqui para frente de jurisprudência, não como oba-oba.

    A decisão do STJD pode parecer dura demais. Porém, duro mesmo é gritar em coro que um negro é macaco. Ou tentar dimimuir um jogador por causa da cor da pele. O Grêmio paga o pato pelos seus torcedores. Da mesma forma que cansou de lucrar com eles. As entidades se fundem.

    O clube está sendo punido na esfera desportiva. Na criminal, os torcedores identificados ainda responderão pelos insultos e xingamentos. Uma coisa não exclui a outra. E nem anula.

    Fosse a UEFA que tivesse sido dura com um clube europeu, como bem lembrou o repórter Fred Caldeira, todos estariam aplaudindo o ‘radicalismo do bem’. A entidade, inclusive, já cansou de aplicar duras penas a times que tiveram seus torcedores envolvidos em atos racistas, nazistas e mais recentemente homofóbicos.

    O futebol não tem a missão de

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  • Manter Magno Alves foi uma prova de grandeza. E talvez a maior vitória do Ceará em 2014. Afinal, o clube garantiu seu principal jogador por mais tempo e renovou as esperanças de ter um centenário histórico.

    Magno Alves e seus 28 gols no ano chamaram a atenção do Fluminense, que fez proposta para contratar o atacante. O convite mexeu com o camisa 11, que queria sair. Mas a diretoria do Ceará bateu o pé, exigiu a multa (R$1,5 milhão) e apresentou uma proposta de renovação que seduziu o jogador. Agiu como um empregador sério, não como um patrão que está fazendo favor. Foi profissional. E se deu bem.

    Com o atacante assegurado até o final do ano, o Ceará segue brigando no alto pelo acesso à Série A (é o atual vice-líder da Série B e está há 13 rodadas no G-4), além de reforçar as esperanças de fazer uma baita campanha na Copa do Brasil (está nas oitavas e com boas chances de chegar às quartas).

    Vale pontuar: Não fazia muito sentido Magno Alves acertar com o Fluminense. Mesmo que

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  • Doriva é um técnico promissor. Está no mercado há menos de dois anos. E já tem no currículo um trabalho espetacular à frente do Ituano. O Atlético-PR apostou nisso. Mas desistiu no meio do caminho.

    A demissão do treinador após oito partidas (três vitórias, dois empates e três derrotas e 45,83% de aproveitamento) é um duro golpe para os que acreditam em mudança. Mais grave ainda por partir de um clube que resolveu bancar talentos formados em casa no elenco profissional e parecia disposto a revolucionar - algo que já tinha feito ano passado ao disputar o estadual com a equipe sub-23.

    Com a saída de Doriva, o futebol brasileiro sofre mais uma derrota. O recado dado é claro: Mais um nome novo no mercado é vítima da falta de paciência dos dirigentes e da pressão de parte da torcida.

    Doriva errou em muitos momentos. Barrou nomes importantes e cansou de se embananar em substituições. Nada disso, porém, era suficiente (ainda) para uma demissão. O Atlético-PR não iria brigar por título, mas

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  • Ao não entrarem em campo contra o Operário-MT, pela Série D, os jogadores do Grêmio Barueri radicalizaram. E talvez tenham dado a maior contribuição da história do clube ao futebol brasileiro. A greve que parecia ameaça agora pode desencadear um efeito dominó.

    Depois do Barueri é a vez dos jogadores do Icasa pressionarem a diretoria por atraso de salários. Com apoio do sindicato dos atletas, o elenco pensa em não atuar contra o Vasco no próximo dia 22. Caminho semelhante ao do Paraná , que estuda entrar em greve. A pauta vem sendo discutida também no Botafogo e no Guarani.

    Pagar salário não é favor. É obrigação prevista em lei. Faz parte de uma relação contratual e profissional. Não pode ser vista como 'normal'. E os jogadores que cobram um direito não podem ser rotulados de mercenário ou algo do tipo. Precisam se organizar, como qualquer outra classe. E se a grave for o caminho, que seja.

    Justificar que jogador ganha bem e 'pode esperar' é patético. Os altos salários representam

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  • Teixeira é uma cidade do interior da Paraíba. Tem pouco mais de 14 mil habitantes, uma área de 114 km², muita força no ecoturismo e um time de futebol: o Internacional de Teixeira. A equipe, recém-formada, representa o município no campeonato estadual. Suficiente para tonar os dias de jogo quase um evento.

    O Internacional foi fundado em 1959. Mas era um time amador até este ano, quando firmou parceria com empresários e virou um clube de verdade, fixando sede em Teixeira e levando a cidade ao cenário do futebol paraibano.

    Para a disputa da 2ª divisão deste ano, que começa em setembro, o prefeito de Teixeira resolveu decretar ponto facultativo quando o Internacional jogar em casa. Na primeira fase do torneio, a equipe atuará pelo menos duas vezes às quartas-feiras. E por conta de falta de iluminação no estádio da cidade, as partidas obrigatoriamente serão à tarde. A ideia de Edmilson Alves é que a equipe tenha apoio da população. Trabalhar vai ser opcional. Mas torcer pelo Inter será

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  • Sonhar com Libertadores não é um devaneio para o Sport. Apesar do alto nível da turma que integra o G-4 (Cruzeiro, Fluminense, Corinthians e Internacional), a missão dos pernambucanos passa longe do impossível. O Leão tem mais chances de aprontar do que o Vitória tinha ano passado, por exemplo.

    O Sport de Eduardo Baptista é muito competitivo. Além de um mandante enjoado (são quatro vitórias, um empate e apenas uma derrota), o Rubro-Negro tem o básico para incomodar fora de casa: um sistema defensivo seguro. Fazer gol no time não é fácil - a equipe foi menos vazada até aqui que o Cruzeiro.

    O retrospecto prova que o Sport vai brigar em cima. O time já figurou três vezes no G-4 e esteve em todas as rodadas pelo menos entre os dez primeiros. Não veio a passeio.

    Há um ponto que pode atrapalhar. Ainda existe uma dependência ao redor de Neto Baiano, artilheiro do time com 17 gols na temporada (três deles nesta Série A). Ela vem diminuindo, mas segue presente. Quando o camisa 9 não joga ou é

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