Diários de Austin – O “jeitinho italiano” da Ferrari e uma pista que veio para ficar

Gustavo Coelho
Mundo Motor
Ferrari, a malandra, trocou o câmbio de Massa para dar uma mãozinha a Alonso (Foto: Mark Thompson / Getty Images)
Ferrari, a malandra, trocou o câmbio de Massa para dar uma mãozinha a Alonso (Foto: Mark Thompson / Getty Images)

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Jeitinho italiano

Muita gente reclamou quando a Ferrari anunciou que iria trocar o câmbio de Massa, prejudicando o brasileiro deliberadamente para ajudar Alonso. A equipe admitiu que fez de propósito. Massa perdeu cinco posições no grid e Alonso subiu para sétimo na largada. Na hora, pareceu uma artimanha lamentável. Mas, tendo visto como a corrida se desenrolou, dá mesmo para culpar a Ferrari?

Alonso fez ótimo uso da posição a mais no grid ganha de presente e fez uma largada sensacional, pulando de sétimo para quarto na primeira curva. Manteve um ritmo forte e, com a quebra de Webber, terminou em terceiro. Se não fosse o "jeitinho italiano" para não largar do lado sujo da pista, sabe-se lá aonde o espanhol teria terminado. Não seria improvável que Vettel estivesse comemorando agora o tricampeonato antecipado.

A Ferrari fez o que tinha de fazer. Massa, coitado, aceitou resignado e tratou de fazer uma belíssima corrida de recuperação. Saiu lá de 11º, andou forte o tempo todo e terminou em quarto, somente seis segundos atrás de Alonso. Massa foi o melhor piloto da Ferrari neste fim de semana. Já tinha sido também no GP da Coreia, por exemplo. Se em Austin as ordens da equipe o prejudicaram, foi por causa do péssimo desempenho do início do ano e não pelo que tem feito ultimamente.

Destaques

Ninguém deu muita atenção para ele, mas Button também fez uma boa corrida. Quinto lugar saindo do meio do pelotão foi um bom resultado, embora Massa também ido ainda melhor. A dupla da Lotus marcou alguns pontinhos merecidos: Raikkonen terminou em sexto com direito a um passadão por fora sobre Hulkenberg — a grande ultrapassagem da corrida — enquanto Grosjean se recuperou brilhantemente de uma rodada no início para terminar em sétimo. Elogios também para o próprio Hulk, que salvou mais alguns pontinhos com o oitavo lugar e vai se confirmando como o vencedor da disputa interna da Force India.

Austin, um circuito fabuloso. Tomara que tenha vindo para ficar (Foto: Timothy A. Clary / Getty Images)
Austin, um circuito fabuloso. Tomara que tenha vindo para ficar (Foto: Timothy A. Clary / Getty Images)

Pontinho

A Williams tinha um ritmo interessante e seus dois pilotos foram envolvidos na maior parte das brigas do meio do pelotão. Numa corrida que foi uma tremenda montanha-russa para eles, Maldonado terminou em nono e Bruno Senna ficou em décimo. Um pontinho suado para o brasileiro, que fez uma corrida bastante decente. Diante das circunstâncias, não dava para ter ido muito melhor, mas terminar atrás do companheiro deixou um gostinho amargo no final da prova.

Seca

Cinco corridas seguidas sem um mísero pontinho. A temporada da Mercedes está terminando de maneira absolutamente melancólica. Que Hamilton comemore bem a vitória. Depois que ele se mudar para a Mercedes, pode demorar um pouco até vir a próxima...

Campeã

A Red Bull é a campeã mundial de Construtores de 2012. Um título incontestável. Não é fácil afirmar qual foi o melhor piloto do ano — tem gente que vai preferir Vettel, outros Alonso, alguns Kimi e quem sabe até haja voto para Hamilton. Mas a melhor equipe foi com certeza a Red Bull. Os touros vermelhos já são tricampeões da Fórmula 1. Agora só falta o funcionário preferido deles comemorar o título de pilotos também.

Texas

Valeu muito a estreia da Fórmula 1 em Austin. Foi uma baita corrida, recheada de ultrapassagens e com um duelo encarniçado pela vitória. O público certamente gostou bastante e o novo Circuito das Américas também passou no teste — com louvor. A Fórmula 1 ganhou um autódromo fabuloso para seu calendário. Tomara mesmo que dessa vez o GP dos Estados Unidos tenha voltado para ficar.

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