Mesmo sendo mágico, Di María está a caminho do Principado de Monaco

Otavio Rodrigues
O argentino Di Maria foi um dos destaques da partida

Ángel di María deve deixar o Real Madrid a partir do dia primeiro de janeiro, quando estará reaberto o mercado de transferências do futebol europeu. As especulações em torno do argentino, que vive uma das suas melhores passagens no time merengue, mas não é garantia entre os titulares por conta do qualificado elenco de Carlo Ancelotti, são muitas. No entanto, parece que o Monaco, da França, largou na frente. Segundo o jornal madridista AS, Real Madrid e o clube do principado chegaram a um acordo: 35 milhões de euros pelo argentino. Somente o técnico italiano do time merengue pode brecar essa transação.

O camisa 22 não poderia esperar um melhor início de temporada. Di María vinha sendo o principal articulador das jogadas do time galático. O argentino jogava ainda melhor em jogos da Liga dos Campeões, como vocês podem ver neste vídeo:

No entanto, Gareth Bale se livrou das lesões e da pré-temporada mal feita que o tiraram do início da época 2013/14. O investimento de 100 milhões de euros pelo ex-jogador do Tottenham o obrigam a jogar para o torcedor do Santiago Bernabeu. Di María foi recuado e saiu da sua posição original, a ponta direita. Com isso, a titularidade que era absoluta lhe foi roubada.

Precisando jogar para manter o atual nível que espera desfilar na Copa do Mundo do Brasil, Di María precisa estar em campo e não no banco de reservas ou em um sistema de rotação, como um mero coadjuvante, papel que não corresponde ao magnífico futebol da temporada 2013/14. Carlo Ancelotti tem apreço pelo meia, tanto que o considera mais completo que Mesut Özil, antigo jogador merengue que também vive ótimo momento, mas pelo Arsenal. As cifras do magnata russo Rybolovlev, chefão do Monaco, já estão na mesa do presidente do Real, Florentino Pérez. Só mesmo Ancelotti pode segurá-lo.

No entanto, 35 milhões de euros são 35 milhões de euros. Os nomes de Gareth Bale e Cristiano Ronaldo, que rivalizam com o de Di María, respectivamente, vão de acordo com o futebol de cada um dos três. A disputa no campo e no marketing é desleal. No meio do ano Kaká e Özil sofreram com a chegada de Bale e novos nomes, como Isco e Illarramendi. A pressão da torcida para dar espaço a Fábrica Merengue (Jesé, por exemplo) também é um fator que pressiona a diretoria.

Provavelmente o argentino é a próxima bola da vez. Sorte do principado. Uma pena pelo mágico Di María que está brincando de jogar bola e não terá mais tanta visibilidade.