Lionel Messi: a diferença que ‘La Pulga’ faz em campo para o Barcelona

otavio_rodrigues
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Em conversa entre amigos ou em comentários na internet é normal ler ou ouvir que o melhor do mundo Lionel Messi só é o que é porque joga no Barcelona. A análise geral tirada desse comentário é que 'La Pulga' não apresentaria o mesmo futebol, caso jogasse em algum outro clube. Até mesmo pela seleção argentina as atuações do camisa 10 blaugrano são questionadas. Desde o ano passado, Messi já mostra ser a referência que os torcedores da Alviceleste esperam dele. Nesta última quarta-feira, diante do PSG, Messi jogou no seu limite físico, estando machucado, e foi mais uma vez o maior no considerado maior time do mundo.

O time do Barcelona de Xavi, Fabregas, Iniesta, David Villa, Piqué e companhia realmente é muito bom. Sem Messi ainda assim estaria entre os melhores times do mundo. Mas ontem ficou extremamente claro que o ataque precisa muito do baixinho Lionel Messi para ser, quem sabe, um time dos sonhos. Até a defesa precisa mais de Messi. Quando o craque está em campo, o Barça se torna menos vulnerável, tem a posse de bola por muito mais tempo, acua os adversários e assusta até os seus próprios torcedores com o seu futebol.

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Guardiola sempre foi uma grande referência para esse Barcelona que continua dando show. Entretanto, vemos cada vez mais quanto a figura de Messi representa para a Catalunha desde 2006. No embate de ontem contra o perigoso Paris Saint-Germain de Lucas e Ibrahimovic, quaisquer dúvidas deixaram de existir. Bastou Valdés ser vazado para o gênio ser convocado. A apreensão do torcedor no Camp Nou se transformou em súplica com o gol de Pastore. Não tinha mais como. Xavi, Iniesta, Fabregas, Villa e Pedro não conseguiam. Precisavam de um algo a mais. Precisavam do seu mentor. Precisavam de Messi.

Quem viu o jogo deve ter ficado encantado com a atmosfera criada quando o baixinho Lionel foi imediatamente se aquecer quando o seu time sofreu o revés. Os gritos de Messi eram entoados sem parar enquanto a substituição não era efetivada. O panorama era contagiante, principalmente, quando o número 10 subiu na placa e permitiu a entrada do argentino. Os torcedores riam bobos com seu ídolo no gramado, bradavam, transpiravam confiança.Transpiravam o Barcelona. Agora o Barça estava em campo. Os outros 10 que estavam também sabiam disso.

O que aconteceu já sabemos. Messi mudou a cara do jogo, foi decisivo e garantiu a semifinal em 30 minutos com naturalidade. Deveríamos mudar de uma vez por todas este pensamento: "Messi só joga no Barcelona. Messi não é nada se sair do Barça. Qualquer um joga bem nesse time. Esse Barça joga sozinho. Messi só coloca a bola para dentro." O pensamento que deveria vir de forma imediata a nossa mente seria esse: O Barcelona perde muito se não tiver Messi. Messi é Messi em qualquer lugar. Messi é o mágico Barça que conhecemos. Messi é Barcelona. Barcelona é Messi.

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