Falta de sexo faz britânicos investirem em estrangeiras nas Olimpíadas

Mauricio Savarese

A Grã-Bretanha não é o país mais sensual do mundo. Nem de longe. Até isso, os britânicos começaram a apostar nas estrangeiras para saírem do marasmo durante as Olimpíadas de Londres, entre 27 de julho e 12 de agosto. Uma breve conversa nas ruas aponta as brasileiras, é claro, entre as mais cobiçadas, além das colombianas e mulheres do Leste Europeu -- nesse grupo, as estonianas concentram o desejo de muitos londrinos.

Para o estudante Timothy Hopburn, um branquíssimo inglês de 23 anos, "é mais fácil fazer sexo com uma estrangeira, que vem a Londres para se divertir e ir embora, do que com uma garota da sua vizinhança ou da faculdade, que você verá todos os dias por anos e anos". "É uma época de festas. Não que eu descarte me divertir por aqui mesmo, mas com uma mulher do exterior seria demais", disse. "Todos os meus amigos só falam nisso."

O garçom Simon Lagarde, 35, prefere as mulheres do Leste Europeu. "As inglesas são mais tímidas, mesmo as descendentes de africanos como eu", afirmou. "Não sei se verei muitas turistas por aqui, mas se tiver chance com alguma Maria Sharapova da Rússia ou da Estônia eu certamente vou tentar." Para ele, os mais ricos e aqueles que estiverem em festas no centro da cidade vão se dar melhor.

Apesar da libido dos dois, os britânicos não aparecem bem nas pesquisas sobre comportamento sexual. Uma delas, divulgada nesta semana, indica que eles estão em 36º lugar entre as nacionalidades que mais fazem sexo. Ao todo, 55% deles transam pelo menos uma vez por semana. Na Colômbia, líder do ranking, 89% da população se beneficia dessa dádiva. A média internacional é de 71%, de acordo com a sondagem.

Em minutos gastos com sexo, os britânicos também vão mal. Enquanto o Brasil aparece na segunda posição, com 27,2 minutos por transa (Hong Kong lidera, com 29,4), os britânicos ficam novamente na 36ª colocação, com 14,5 minutos. A média internacional é de 19,2 minutos por vez. A sexóloga Tracey Cox diz que a recessão tem um papel na queda da libido no país. "O clima de depressão entrou para o quarto", afirmou.

Então, cara brasileira que pensa em amarrar o burro num desses britânicos carentes, pense bem. É melhor um Fusca que funciona ou um Rolls-Royce que anda mal?