Por economia, São Paulo corta até nos lanches dos conselheiros

Jorge Nicola

Presidente Carlos Miguel Aidar tenta impedir déficit do Tricolor em 2015 (Djalma Vassão/Gazeta Press)

Demissão de 20% dos funcionários no Morumbi, corte de aproximadamente cem atletas nas categorias de base, redução pela metade da frota de veículos… Para tentar colocar as contas em dia, o São Paulo acabou até com o lanche servido há décadas para os conselheiros em dias de jogos.

Os camarotes reservados aos membros do Conselho Deliberativo no Morumbi costumavam ter salgados, sanduíches variados, bebidas e sobremesa. Tudo de graça. Hoje, o cardápio se resume a bolacha, suco de caixinha e água.

Os vice-presidentes e diretores do Tricolor também perderam uma mordomia considerável — eles tinham direito a um automóvel, cada, custeado pelo clube. O presidente Carlos Miguel Aidar vendeu metade dos 44 veículos e vai economizar quase R$ 2 milhões em 2015.

Os 22 automóveis que sobraram servem exclusivamente para serviços, como transporte de materiais, pessoas e jogadores. Eles servem o Morumbi, o CT da Barra Funda e o CT de Cotia.

Apesar de ter se desfeito de metade da frota, o Tricolor ainda é o dono da maior quantidade de veículos da cidade na comparação com os rivais. O Corinthians possui 12, contra apenas dez do Palmeiras.

Meta ousada - A série de cortes no São Paulo tem o objetivo de economizar cerca de R$ 40 milhões, única alternativa para evitar o déficit no ano, de acordo com o Instituto Áquila, contratado para equacionar as contas.