Lusa tem acerto com Kauffmann para demolir Canindé e erguer novo estádio

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Canindé deve dar lugar a sete torres comerciais e um hotel (Wagner Carmo/Gazeta Press)

Demolição do Canindé, construção de um estádio para 20 mil pessoas, criação de sete torres comerciais e um hotel com 900 apartamentos, transformação da parte social em um clube vertical… Tudo isso faz parte de um grande acordo verbal feito nos últimos dias entre a diretoria da Portuguesa e a construtora Kauffmann.

Para o projeto vingar, a Prefeitura de São Paulo tem de aceitar vender 55 mil metros quadrados que são usados atualmente pela Lusa em comodato — a Portuguesa é dona dos outros 45 mil metros que totalizam os 110 mil metros quadrados. O dinheiro para tal aquisição sairá de um fundo montado pela construtora.

A partir daí, a Lusa ficaria com 70 mil metros quadrados, espaço que abrigaria seu novo estádio e um prédio com piscinas, quadras esportivas, entre outras coisas — o Palmeiras fez algo semelhante no Palestra Itália. Tudo bancado pela Kauffmann, que ainda quitaria os R$ 150 milhões de dívidas rubro-verdes.

Em contrapartida, a construtora se tornaria dona de sete torres comerciais a serem construídas dentro do terreno e ainda exploraria o hotel e o estádio fora dos dias de jogos. Por sua vez, a Portuguesa teria direito a uma porcentagem crescente dos lucros com as hospedagens e os eventos na nova arena, que custaria aproximadamente R$ 110 milhões.

“Essa é a melhor das opções, pois vai permitir à Portuguesa ter fluxo de caixa e respirar pelos próximos 30 ou 40 anos”, avalia Jorge Manuel Marques, presidente da Portuguesa desde sábado, dia seguinte à renúncia de Ilídio Lico. “O que não daria era para vender o terreno. Isso foi descartado desde o princípio”, conclui. O projeto vem sendo tocado desde o ano passado por Armando da Costa, ex-vice-presidente de marketing do clube.

Em andamento — Prefeito de São Paulo, Fernando Haddad declarou publicamente que gostou do projeto apresentado pela Portuguesa em relação ao futuro do Canindé. Uma comissão foi montada na prefeitura para estudar valores e a viabilidade da proposta feita pelo clube paulista.

Caso realmente saia do papel, a nova arena levará quase três anos para ficar pronta. Durante este período, uma das opções seria jogar no Pacaembu, estádio que pertence à Prefeitura e tem recebido apenas alguns jogos do Santos.

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