Denilson aceita proposta do Al-Wahda e aumenta lista de vendas do Tricolor

Jorge Nicola
image

Denilson havia voltado ao Tricolor em 2011, após jogar no Arsenal (Djalma Vassão/Gazeta Press)

O técnico colombiano Juan Carlos Osorio ganhou mais um desfalque no início da tarde desta quinta-feira. Depois de Rodrigo Caio e Paulo Miranda, foi a vez de Denilson partir. O volante enfim aceitou a oferta do Al-Wahda, dos Emirados Árabes Unidos, e deverá viajar na próxima semana para passar por exames médicos e assinar contrato.

É bem verdade que a venda de Denilson renderá comemoração entre os dirigentes são-paulinos. Há uma semana que o Tricolor aceitou a proposta do Al-Wahda, que renderá R$ 4,5 milhões por 40% dos direitos econômicos - o restante é dividido entre o jogador e um grupo de empresários. Faltava o “sim” do volante, que preferia se transferir para um clube da Europa.

Denilson sonhava em ser convocado para a seleção brasileira e entendia que a mudança para um mercado esquecido como o árabe atrapalharia seus planos. Para convencê-lo, o Al-Wahda topou praticamente dobrar seu salário, que é de R$ 480 mil mensais. Apenas Rogério Ceni (R$ 700 mil) e Luís Fabiano (R$ 600 mil) ganham mais. O alto custo de Denilson tem a ver com o fato de ele também ganhar luvas.

O Al-Wahda ainda prometeu 15 dias de férias a Denilson após a assinatura do contrato. Durante o período, o volante terá tempo descansar e cuidar da mudança para o novo país ao lado da esposa e do filho que ainda não completou um ano de idade.

Denilson não participou do treino do Tricolor na manhã desta quinta-feira, já que ficou em tratamento no Reffis. Ele deixou o CT e comunicou a amigos e familiares que aceitou a proposta dos árabes. Nas próximas horas, haverá um encontro entre o jogador, os representantes do clube árabe e o Tricolor para sacramentar o negócio.

Rodrigo Caio foi vendido por R$ 39 milhões ao Valencia, da Espanha, enquanto Paulo Miranda valeu R$ 4,1 milhões na transferência para o Red Bull Salzburgo, da Áustria.