Balanço aponta déficit de R$ 100 milhões do São Paulo na temporada passada

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Contratação de Alan Karec custou R$ 17 milhões no ano passado (Luis Moura/Gazeta Press)

O pior ano da história do São Paulo no aspecto financeiro. Assim foi 2014, com déficit de R$ 100 milhões. Os membros do Conselho Deliberativo do Tricolor vão conhecer o balanço nesta noite, em reunião no Morumbi, e terão de votar pela aprovação ou não das contas.

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A coluna teve acesso aos resultados e constatou que o maior prejuízo se deu do departamento de futebol, com R$ 40 milhões — foram R$ 195 milhões de receita e R$ 235 milhões de despesas. Os gastos com juros bancários foram a segunda maior causa do prejuízo: R$ 34 milhões.

O São Paulo ainda torrou R$ 24 milhões em questões administrativas e R$ 18 milhões com tributos. O estádio do Morumbi e a parte social foram os únicos a garantir superávit, de R$ 13 milhões e R$ 3 milhões, respectivamente.

Os valores foram confirmados pelo vice-presidente financeiro do Tricolor, Oswaldo Vieira de Abreu. “Realmente, não foi um ano dos mais melhores”, admite o dirigente, que usou receitas futuras para transformar o déficit contábil em R$ 54,6 milhões. E a projeção é de um 2015 ainda pior. A previsão orçamentaria que será apresentada aos conselheiros aponta déficit de R$ 132 milhões.

Dívida astronômica: O déficit de R$ 100 milhões em 2014 fez a dívida do São Paulo pular para R$ 402 milhões — o clube tem R$ 47 milhões a receber, ou seja, o caixa negativo é de R$ 355 milhões.

Dos R$ 402 milhões, 37% são com bancos e outras instituições financeiras. Brigados há tempos, Carlos Miguel Aidar e Juvenal Juvêncio vão tentar atribuir o péssimo resultado financeiro de 2014 ao outro. Juvenal foi presidente nos quatro primeiros meses, Aidar, nos outros oito.

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