Bagunça, polêmica e muito churrasco

Rafael Santos


Crônica de uma crise anunciada. Esse é o mote dos últimos anos do Flamengo. O clube de maior torcida do país vive preso em uma história digna da mais triste quarta-feira de cinzas. Muda-se o enredo, o campeonato e os personagens, mas a história (quase) sempre é a mesma e a grande vítima é o torcedor.

A alusão ao Carnaval não é por acaso, já que invariavelmente o clima é de farra. Adivinhem quem no final das contas usa o nariz de palhaço? O time começou o ano mal. Trocou de técnico e foi eliminado do Carioca e da Copa Libertadores da América.

Em campo o nível do jogo do time que ainda não tinha empolgado este ano tem caído ainda mais. O que se viu no empate diante do Sport no último fim de semana tem tudo para ser uma constante na campanha rubro-negra no Brasileirão. E se a vinda de Zinho (que assumiu o cargo de diretor de futebol) trouxe alento para o torcedor, a  crise escancarada entre Ronaldinho Gaúcho e Joel Santana deixa bem claro como anda 'calmo' o ambiente na Gávea.

Fora de campo, o tom de comédia pastelão segue ainda mais evidente. A oposição do clube promete protestar contra a assinatura do contrato de patrocínio entre o clube e a Churrascaria Porcão, um dos restaurantes mais famosos no Rio de Janeiro. A origem da polêmica é que, segundo o contrato, o time jogará com uma pequena imagem de um porco estampado perto da manga da camisa.

Ainda pelo contrato de um ano, o Fla vai receber R$ 2,5 milhões  e poderá consumir R$ 5oo mil na churrascaria em eventos e comemorações. Nada contra o restaurante (que é muito gostoso, por sinal), mas encarar seu time do coração jogando com um porco estampadado na camisa é mais indigesto que qualquer churrascada.

Quem também acha o patrocínio indigesto é o conselho do clube, que sequer quis ouvir a proposta. Agora o time estuda outras propostas semelhantes e segue sem um patrocinador master na camisa.

*Atualizado à 1h44 de quarta-feira