Gravação compromete Marin com governo e CBF alega manipulação grosseira de áudio

Futebol 5 Estrelas

De deslizes com a antena parabólica a verdadeiros escândalos e dossiês, os bastidores do poder no Brasil sempre tiveram forte presença de arapongagem –a prática de gravar conversas e vídeos de modo clandestino.

Pois bem, a mais nova vítima dos arapongas de plantão é o presidente da CBF, José Maria Marin. Em uma gravação publicada no YouTube, supostamente o chefão da CBF diz que o atual ministro do esporte Aldo Rebelo não tem força e questiona sua influência com a presidente Dilma Rousseff.

A história foi revelada no blog de Ricardo Perrone do Uol. A CBF se pronunciou e se limitou a dizer que “isso é crime e como crime será tratado. É uma manipulação grosseira de áudio”. O Futebol 5 Estrelas ouviu as gravações. Podem ouvir abaixo e tirem suas próprias conclusões.

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Na gravação (que sim é editada e não permite ouvir a voz do interlocutor), Marin teria dito que acredita que “o raciocínio dele [ministro] é mais demorado” e que quase nada mudou no Ministério do Esporte em sua gestão.

O autor da postagem no Youtube se identifica apenas como Justic Just. E no texto que acompanha o áudio ele afirma que se trata de uma conversa gravada pelo próprio Marin e promete novos áudios de conteúdo explosivo.

Às vésperas da Copa das Confederações e do Mundial de 2014 existe uma verdadeira briga de foice pelo poder na entidade que comanda o futebol nacional. As eleições na CBF estão marcadas para o primeiro semestre de 2014 e até lá muita coisa deve acontecer.

O próprio momento da divulgação da gravação é prejudicial a Marin, que enfrenta um movimento público comandado por Ivo Herzog. Ele é filho do jornalista morto durante a ditadura Vladimir Herzog.

Marin fez carreira política nos anos de chumbo. Seguindo os passos de Paulo Maluf, o ex-jogador do São Paulo foi governador biônico e deputado estadual em São Paulo na ditadura militar.

Conforme a petição pública criada por Ivo Herzog, "ter Marin à frente da CBF é como se a Alemanha tivesse permitido um membro do antigo partido nazista ter organizando a Copa de 2006". Por enquanto uma coisa é certa: nunca os bastidores políticos da CBF estiveram tão perto da zona de influência do núcleo duro da política nacional.

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