Futebol Cinco Estrelas

  • Grande talento brasileiro no futebol atual, Neymar foi o prato do dia do 'monstro sem nome e coração' chamado opinião pública. Tudo porque ousou usar uma faixa com a inscrição ‘100% Jesus’ ao comemorar seu primeiro título da Liga dos Campeões.

    Em si, o ato não deveria soar ofensivo. Ele não desmereceu a fé de ninguém, apenas exibiu uma faixa com a sua crença –faixa que exibe desde criança ao celebrar títulos, vale lembrar.

    No entanto, a faixinha da infância bastou para que boa parte da imprensa europeia dissecasse a sua vida. Foi revelado que o craque é evangélico e paga o dízimo. Foi questionado o fato de seu filho não ser fruto de um casamento. Sua vida amorosa foi esmiuçada e seu comportamento chamado de promíscuo.

    Até a controversa transação que levou o craque e o Barcelona foi questionada. Fica a impressão de que para professar sua fé, Neymar teria que ter um comportamento exemplar conforme os preceitos cristãos. Tudo isso por causa de uma faixa.

    Há quem enxergue na censura coletiva

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  • Tão longe, tão perto

     

    Cenas lamentáveis. O bordão repetido com frequência no futebol sul-americano cada dia mais perde força. Na verdade ele já virou até piada. Escrevo esse texto depois de ficar quase cinco horas acompanhando o desenrolar do duelo entre Boca Juniors e River Plate que não terminou.

    Apesar de ser um superclássico de torcida única, as tais cenas lamentáveis se repetiram. De novo. Torcedores do Boca romperam o túnel inflável usado na entrada dos jogadores do River e jogaram spray de pimenta nos atletas.

    Como se sabe, o gás de pimenta dificulta a respiração e afeta os olhos e a boa. Enfim, torna impraticável jogar futebol. Apesar dessa conclusão ser óbvia, o jogo ficou paralisado por mais de uma hora até ser suspenso –pelo árbitro do jogo, já que informações de rádios argentinas dão conta que a Conmebol queria que o jogo continuasse.

    Prevaleceu o bom senso e o jogo foi encerrado. Os jogadores do River, no entanto, além do spray de pimenta demoraram um bom tempo para conseguir sair de campo.

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  • O paredão do Botafogo e da seleção brasileira começou em Assis no interior paulista.O paredão do Botafogo e da seleção brasileira começou em Assis no interior paulista.
    A segunda-feira vai começar mais doce para os torcedores dos clubes finalistas dos campeonatos estaduais.  No entanto, para cerca de 20 mil profissionais envolvidos com o esporte o fim desses torneios, representa o desemprego.

    Os dados são de artigo de Eduardo Conde Tega que dirige a Universidade do Esporte e que foi publicado no blog do Juca Kfouri.  A informação desnuda a crueldade com que o calendário da CBF trata os pequenos.

    Para alguns clubes a temporada se resume a menos de 18 jogos e já acabou. Jogadores, técnicos, massagistas, médicos e rouperos ficam desempregados assim que o árbitros apitam o término das finais dos estaduais. A maioria já fica desempregada bem antes, graças ao domínio técnico e econômico dos clubes grandes.

    Clubes do interior estão sufocados por um modelo que só favorece a CBF e as federações regionais. E isso reflete no futebol brasileiro como um todo.

    Dos 16 atletas que participaram da última vitória da seleção brasileira diante do Chile, seis começaram no

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  • Irmão e empresário de Ronaldinho Gaúcho, Assis falou sobre a situação do jogador que não vive grande fase no Querétaro. Em entrevista ao “Estado de Minas” ele disse que o craque brasileiro já procura uma outra casa.

    “O Ronaldo joga até o meio do ano e depois vamos procurar outra casa. A MLS está bombando e precisa de um jogador do nível dele, para aumentar o interesse dos americanos pelo futebol”, disse o empresário.
    Os clubes mais cotados para contratar o jogador são Los Angeles Galaxy e New York Red Bulls. Segundo Assis, Ronaldinho não deve voltar ao futebol brasileiro.

    “No futebol tudo pode acontecer, mas não fui procurado por ninguém até agora. O que existe em relação ao Ronaldo e Minas Gerais é que o Atlético ainda nos deve R$ 10 milhões, e em nenhum momento pressionamos para receber, pois o Ronaldo tem uma história linda no clube. É claro que precisamos receber, pois é dinheiro de trabalho, de suor, de títulos˜, reclamou.

     Apesar da intenção não ser voltar ao Brasil. “Somos

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  • "Desconfiai do mais trivial,
     na aparência singelo.
     E examinai, sobretudo, o que parece habitual.
     Suplicamos expressamente:
     não aceiteis o que é de hábito como coisa natural,
     pois em tempo de desordem sangrenta,
     de confusão organizada, de arbitrariedade consciente,
     de humanidade desumanizada,
     nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar".
     (Bertolt Brecht)

    René Simões foi contundente em sua defesa ao atacante Jobson. Em entrevista ao programa "Bem Amigos", do canal fechado "Sportv", o técnico comparou a suspensão de Jobson a pena capital.  "Ele tem 27 anos, uma suspensão dessas é pena de morte, sendo que ele não pode nem treinar com o grupo", reclamou.

    Jobson foi suspenso por quatro anos pela FifaJobson foi suspenso por quatro anos pela Fifa


    O atacante foi suspenso por quatro anos pela Fifa na última sexta-feira. A punição ocorreu pelo atleta ter se recusado a fazer um teste antidoping enquanto o atleta estava atuando pelo Al-Ittihad, da Arábia Saudita, entre 2013 e 2014.

    Não concordo com a punição da Fifa. Jobson não é um trapaçeiro. Nenhuma substância que

    Leia mais »from Jobson não está condenado à morte
  • Sob nova direção

    "Que brilhe o sol! Que brilhe muito para que eu possa admirar a minha sombra por onde eu passar!", Shakespeare, "Ricardo III".

    A frase do bardo inglês resume a vaidade que inunda os espíritos dos homens com sede de poder. Nesta quinta-feira, o advogado paulistano Marco Polo Del Nero assume o comando da CBF.

    O impacto de sua gestão no futebol brasileiro deve ser nulo. Nada deve ser mudado. Del Nero é o reflexo puro e simples da continuidade. A grosso modo sua ascensão ao poder pode ser resumida como o “Reinado de Ricardo II” no futebol brasileiro.

    O absolutismo de Ricardo Teixeira (o primeiro) e Marin (o segundo) deve ser repetido no ‘reinado’ de Del Nero. Seja por essa simples constatação ou por sua escalada ao poder a comparação com a personagem de Shakespeare é válida. De certo modo, Ricardo III diz muito sobre todos os homens de poder.

    Del Nero foi advogado do Palmeiras, presidente do Tribunal de Justiça Desportiva e da Federação Paulista de Futebol. Apesar de costurar habilmente seu

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  • Por ‘meros’ R$ 60 mil, a milionária Federação Paulista de futebol conseguiu bagunçar o Paulistão 2015. Esse é o valor pago pela Crefisa para estampar suas marcas nos uniformes dos árbitros na fase final do estadual.

    Ao aceitar o dinheiro do mesmo patrocinador do Palmeiras, a FPF colocou toda credibilidade do torneio em xeque. Por enquanto, a duas principais vítimas desse desmando são a comissão de arbitragem e o próprio Palmeiras.

    No fim da partida contra o Botafogo-SP vencida pelo alviverde paulista, o goleiro Fernando Prass esbravejou contra a imprensa. "Hoje foi complicado. Falaram tanto que a arbitragem ia beneficiar o Palmeiras, vê aí se beneficiou. Tem que ter mais responsabilidade, não pode sair falando assim", reclamou.

    Prass tem razão ao reclamar de alguns lances a favor do seu time erroneamente não assinalados pela arbitragem. Ele, no entanto, erra feio ao culpar a crônica esportiva por isso. O que foi questionado pela imprensa na última semana – de forma correta— é o claro

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  • Poucas figuras são tão vulneráveis como um fanático por um clube de futebol. Durante 90 minutos o torcedor é refém de sua paixão. Adultos respeitáveis deixam aflorar um lado infantil pouco mostrado no cotidiano.

    Digo isso porque tenho acompanhado com certo interesse a saída de Muricy Ramalho do São Paulo. Da cobrança da falta de resultados do Tricolor vi muita gente amenizar o discurso e já visualizar um possível retorno.

    Essa montanha russa de sentimentos da torcida deixou claro para mim que o técnico de futebol é das personagens mais kafkianas da nossa rotina. O treinador do nosso time encarna a figura paterna. Ele pode fazer algo que garanta o nosso bem-estar. Enfim, serei claro: torcedores de futebol são bebezões.

    Em se tratando de São Paulo, o trauma da saída de Muricy pode ser grande. Sobretudo pela bela história que ele construiu no Tricolor Paulista. Ele é dos técnicos mais aclamados da história do clube. A torcida grita seu nome. Sua figura se tornou camiseta e o lema “Aqui é

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  • Fred foi expulso injustamente ainda no primeiro tempo. Não marcou gol e seu time perdeu do arrumado Flamengo de Luxemburgo por 3 a 0. No entanto, o atacante do Flu foi o craque do jogo. Fora das quatro linhas é verdade. Um jogador com sua coragem se faz fundamental para o futebol brasileiro.

    Fred escancarou com todas as letras algo que só os mais alienados ainda não conseguiram entender: estão matando o Campeonato Carioca. Não só o campeonato, por sinal. Antes mesmo da bola rolar o protesto dos jogadores do Fla e do Flu tornaram o clássico digno de entrar na história do confronto.

    A lei da mordaça imposta pela Ferj a atletas e técnicos é das coisas mais vergonhosas da história recente de nosso futebol. Calam-se os protagonistas do espetáculo para proteger pequenos ditadores que arrotam arbitrariedades a torto e a direito.

    “As coisas obscuras, todo mundo está vendo. Vocês da imprensa têm que ajudar. Se jogador, Vanderlei (Luxemburgo, técnico do Fla), quem falar será punido. Nós temos

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  • O dilema chamado Valdivia

    Valdivia é um fenômeno. Não existe um dia em que o nome do atleta não apareça em alguma discussão na crônica esportiva paulista. É quase incompreensível que um atleta que convive regularmente com lesões e tenha seu comprometimento com o time tão questionado receba tanta atenção.  Assim como o famoso ‘chute no vácuo’ a resposta está no vento.

    Entre defensores e detratores, Valdivia deixou seu nome marcado no Palmeiras. E isso não é pouco. Seus defensores só enxergam sua categoria, visão de jogo privilegiada e irreverência. Seus críticos, por outro lado, enxergam apenas o lado prático de o manter no time. Valdivia é caro, convive com seguidas lesões e joga pouco.

    Tudo isso é verdade.  No entanto,  até os mais ferrenhos opositores do Mago reconhecem que ele é um camisa 10 acima da média no futebol brasileiro atual. Esse reconhecimento sempre vem acompanhado do famoso ‘quando joga’.

    A questão é que quando Valdivia, joga ele representa em campo um Palmeiras que não existe mais. Um Verdão

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