Trabalho de Mano foi ruim. Dependendo do sucessor, a coisa pode piorar

Mano nunca me convenceu. Aliás, esse foi o título do meu último post sobre seleção brasileira, logo após o amistoso contra a Colômbia. Trabalho irregular, que até vinha apresentando evolução nos últimos meses, mas ainda insuficiente para acreditar em conquistas. Não gostaria muito de entrar no mérito político da demissão. Concordo que o momento não foi oportuno, mas ao fazer uma breve retrospectiva do trabalho realizado desde setembro de 2010, fico com a sensação de que a tolerância se estendeu até demais.

Não levo muito em consideração determinados resultados. O Brasil perdeu para França, Alemanha e Argentina, por exemplo, no início do trabalho. Fase de transição, sempre complicada. O problema é que o tempo foi passando, o esquema não era definido e o time jogava na base da individualidade. Muito pouco.

Mas também preciso separar algumas linhas para falar do futuro e é aí que minha preocupação aumenta. Falar em Felipão e Muricy Ramalho me soa extremamente absurdo. Felipão é um treinador ultrapassado, que fez um trabalho muito fraco no Palmeiras (mesmo com o título da Copa do Brasil) e mostrou uma dificuldade enorme no relacionamento com o grupo, expondo suas fragilidades publicamente e se eximindo de culpa em determinados episódios, postura pouco recomendável para um comandante.

Muricy faz um trabalho quase patético no Santos. Incapaz de dar um padrão de jogo ao time, baseia seu "plano" de jogo na individualidade de Neymar. O resultado é um aproveitamento ridículo quando o craque não está em campo e um treinador "parado" no tempo, mas que mesmo assim conserva a arrogância de quem se considera um gênio na profissão.

Mais do que escolher um nome, a CBF precisa implantar uma filosofia. Está claro que o futebol brasileiro sofre com uma renovação de baixa qualidade no aspecto técnico, mas é na parte tática que precisamos evoluir. Encontrar um padrão, uma filosofia, uma cara... um rumo. O problema é que o poder está nas mãos de pessoas que não entendem muito disso.

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