Série A: média pífia de gols retrata o baixo nível do futebol praticado no Brasil

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O futebol no Brasil vive uma crise técnica sem precedentes e a média de gols da Série A do Campeonato Brasileiro é um bom retrato desta realidade irritante percebida a cada rodada disputada pela elite nacional.

O recado tem sido dado ano após ano. Em 2011 a média de gols da Série A foi de 2,68 por jogo, um número até bastante razoável se comparado com a média dos campeonatos europeus. Em 2012, entretanto, brusca queda para 2,48 por partida. No ano seguinte, nova queda, para 2,47 por jogo e em 2014 o Campeonato Brasileiro terminou com a pior média de gols desde 1991. Foram 2,26 gols por partida.

O início da Série A 2015 não fica atrás e é dos piores possíveis. Em 30 partidas, apenas 60 gols, média baixíssima de dois por jogo. Na primeira rodada foram 28 marcados, um inicio até promissor, mas que já caiu por terra nas rodadas seguintes. Somando os gols da segunda (17) e da terceira rodadas (15), foram apenas 32.

O nível geral das equipes é muito baixo e fica gritante quando o retrato é dos atacantes. Faltam fundamentos básicos. Os números apenas servem como base para algo percebido facilmente. Basta parar e assistir a qualquer confronto, ainda que sem contato com as estatísticas. O jogo não flui, não agrada, é travado. Os técnicos são trabalhados na mesmice, na covardia. São erros de passes exagerados, finalizações lamentáveis, cruzamentos sem sentido, muitas faltas (30) e cartões por partida (seis).

A estrutura atual do futebol brasileiro, formada por CBF, Federações e clubes está pronta para continuar impedindo qualquer melhora, qualquer planejamento. Não importa que a média de público seja ruim nos estádios, que a audiência das partidas na televisão esteja em queda e que o torcedor não veja qualidade alguma no produto. Os dirigentes só têm um único objetivo, que é a manutenção dos privilégios e do statos quo .