Rogério Ceni chegou aos 130 gols: uma marca colossal

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Esqueça por um momento os títulos estaduais, nacionais, continentais e mundiais; esqueça as grandes defesas, os lançamentos perfeitos, as falhas, as ajoelhadas sem nexo, os frangos e as derrotas de Rogério Ceni.

Esqueça também por um momento a personalidade do goleiro do São Paulo, um cara muito acima da média do futebol, inteligente, preparado, mas que teve seus deslizes, como qualquer um.

Deixe de lado as polêmicas em que ele se envolveu e o quanto a torcida do time do Morumbi o idolatra como o maior jogador da história do clube.

Lembre-se, entretanto, de ter tido o privilégio de ver atuar no Brasil um goleiro que em 2005, por exemplo, marcou 20 gols e que atingiu nesta quarta-feira, contra o Figueirense, em Florianópolis, a absurda e inimaginável marca de 130 tentos na carreira. Repito: 130 gols marcados, entre pênaltis e faltas

É um número colossal, maior do que o de muitos atacantes, de um cara obstinado, talentoso para bater na bola, que sempre treinou demais, apaixonado pelo que faz e corajoso, ainda jovem, para buscar algo diferente.

130 gols. O primeiro no dia 15 de fevereiro de 1997. O último, ainda não se sabe.

É impressionante.