A primeira grande final rubro-negra do futebol brasileiro

Blog do Vitor Sergio

Quando Atlético Paranaense e Flamengo entrarem no campo da Vila Capanema no dia 20 de novembro para decidirem a Copa do Brasil 2013 estarão protagonizando a primeira grande decisão entre dois rubro-negros na história do futebol brasileiro. Sete dias depois, no Maracanã, um deles vencerá esse tira-teima em vermelho-e-preto, levantando a taça e ficando com a vaga na Libertadores do ano que vem.

Em dois momentos o futebol brasileiro chegou perto de ter uma final rubro-negra. Em 1987, Flamengo e Sport estavam no que seria a semifinal do Campeonato Brasileiro. O Fla pegaria o Guarani enquanto o Sport duelava com o Internacional. Mas a decisão do Clube dos 13 de que Fla e Inter não entrassem em campo para o cruzamento com os dois clubes do Módulo Amarelo sepultou essa chance.

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Dois anos depois, em 1989, na primeira edição da Copa do Brasil, Fla e Sport estavam de novo na semifinal. O Sport passou pelou Goiás, mas o Fla foi atropelado pelo Grêmio do outro lado. Foi-se embora outra chance. Em 2003 e 2004, dois rubro-negros chegaram aos quatro últimos da Copa do Brasil, mas do mesmo lado da chave, com o Fla eliminando Sport e Vitória, respectivamente. Neste ano chegou a hora.

A primeira final em vermelho-e-preto do Brasil trará dois times renascidos em 2013. O corajoso Atlético Paranaense, que virou às costas para os falidos (no modelo de 21, 22, 23 datas) Estaduais, renasceu como clube de vanguarda do país, a exemplo do início da década passada, quando profissionalizou sua gestão, investiu em um moderníssimo centro de treinamento e construiu seu estádio. No meio do caminho agora, mudou de treinador. O trabalho de Vágner Mancini encaixou de imediato e mudou o foco de uma fuga do rebaixamento para uma campanha excepcional no Brasileirão e a decisão da Copa do Brasil. Com um time sem grandes grifes, mas que é muito bem treinado, se defende de forma quase perfeita e sobra na parte física.

O Fla renasceu a partir de um atitude covarde de um técnico que até outro dia seria o responsável pela seleção brasileira na Copa do Mundo a ser disputada no país. O que parecia que afundaria o clube foi a salvação. Completou a tríade presente nas grandes conquistas do clube carioca: um técnico interino que conhece bem a Gávea, um time que compensa as deficiências técnicas com uma vontade incrível e um atacante grosso que vira folclórico se impondo pelos gols. Juntando tudo isso, a resposta das arquibancadas a Jayme de Almeida, Hernane e companhia foi imediata.

Por tudo isso que foi posto, acredito que é uma final muito equilibrada. O Furacão tem a força de um trabalho mais consolidado, enquanto o Fla tem a seu favor a empolgação de um grupo que se transformou, na decisão rubro-negra do Brasil.

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