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Os inacreditáveis números que farão Messi tetra melhor do mundo

Vitor Sergio Rodrigues
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Segunda-feira o Planeta Bola vai parar novamente para assistir a coroação de Lionel Messi como o melhor jogador do ano. E desta vez um prêmio emblemático, pois será o quarto prêmio do argentino, superando os tricampeões Ronaldo e Zinedine Zidane, dois gigantes da história do esporte. Mas não só por isso. A quarta Bola de Ouro Fifa de Messi será fruto do futebol na sua mais pura essência, praticado pelo argentino em 2012.

Desde que a Fifa passou a escolher o melhor do mundo anualmente temos visto preponderar na premiação a lógica de consagrar o maior destaque da equipe que conquistou o maior título do ano. Para isso acaba pesando a Liga dos Campeões (maior torneio de clubes do planeta) e a Copa do Mundo de quatro em quatro anos. Essa lógica já tinha sido subvertida em 2010, com o próprio Messi, (com a ressalva de que nenhum jogador da Internazionale campeã da Liga dos Campeões ou da Espanha campeão do mundo tenha sido um protagonista claro das conquistas, as duas muitos mais marcadas pela coletividade do que pela individualidade). Agora isso também aconteceu com Chelsea e com a Espanha na Euro. Assim, Messi será o melhor do mundo essencialmente pela inacreditável qualidade de suas atuações e da produção em campo durante doze meses.

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Os concorrentes do argentino foram muito bem também (o português excepcional, eu diria) e conseguiram títulos mais importantes e impactantes. Cristiano Ronaldo foi o líder do Real Madrid campeão espanhol, superando o Barcelona de Messi, fazendo muitos gols, alguns decisivos, como o da vitória no Camp Nou. Andrés Iniesta foi um dos destaques da Espanha campeão da Euro e foi o jogador “pinçado” da coletividade para representar a “Roja”. Mas esses títulos não foram suficientes para superar a grandeza do que Messi fez em 2012. Encantou-nos com gols de todos os tipos, muitos driblando três, quatro jogadores no mesmo lance. E sem ser fominha, já que deu 23 assistências, várias delas em passes maravilhosos. Tudo que quem ama o futebol sonha em ver. Aquele jogador que é capaz de resolver (quase) tudo. Que é imparável. Que por 90 minutos nos faz pensar que ele e a bola são uma coisa só, dado o magnetismo formado no contato da redonda com o pé esquerdo do craque.

Foram recordes aos montes. A certeza de que nós estamos vendo a história sendo escrita diante dos nossos olhos é forte demais. E não iria passar despercebida. A corrida pelo recorde de mais gols em jogos oficiais em um ano, superando os 86 gols do alemão Gerd Müller em 1972, na época próxima à votação do prêmio sacramentou a disputa em minha opinião. Na imagem abaixo, vemos a enormidade que Messi jogou em 2012 traduzida em números e em comparação aos melhores atacantes do mundo (levantamento brilhante feito pelo @BarcaStat no Twitter):

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Foram 91 gols e 23 assistências em 69 jogos. Números de um extraterrestre

Para quem não entendeu, Messi marcou mais de um gol a cada 90 minutos em que esteve em campo! A grandiosidade dos feitos de Messi transforma jogadores que vêm arrebentando, como Falcão Garcia e Cavani, em comuns. E deixa bem para trás um Cristiano Ronaldo que marcou 63 vezes no ano! Não tem como um jogador que fez tudo isso não ser premiado como o melhor do mundo. É superior ao título espanhol, ao título da Euro e a um "fracasso" de "só" ter ganho a Copa do Rei.

Aí você deve estar pensando: “quero só ver o que esse blogueiro vai dizer se o Cristiano Ronaldo ou o Iniesta ganharem o prêmio...”. Apenas que mantenho tudo que está escrito. Pode até acontecer. Mas será uma daquelas situações em que se a versão não confirma o fato, pior para o fato, como diria Nelson Rodrigues. E pior para o futebol.

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