Blog do Vitor Sergio

  • Duas aguardadas convocaçõesMiranda, Coutinho, Filipe Luís. Três jogadores que não foram chamados por Felipão para a Copa do Mundo, mas que poderiam ter sido (e seriam se dependesse de mim). A “volta dos que não foram” (à Copa) foi o principal fator para tornar muito positiva a primeira convocação de Dunga em seu retorno à seleção brasileira. De cara fica a sensação de justiça pelo que eles vêm jogando há pelo menos dois anos e que o treinador está observando bem o que vem sendo produzido pelos campos do mundo todo.

    Miranda, há três anos, é o melhor zagueiro brasileiro depois do Thiago Silva, incluindo aí os outros que estiveram na Copa. E Coutinho tem toda a capacidade de ser um jogador para mudar o ritmo no meio-campo, seja organizando, botando velocidade, colocando os companheiros na cara do gol ou finalizando. Uma combinação que pode dar muito certo com Oscar no meio. E já começou a temporada jogando bem.

    Mas não é só isso que gerou a impressão de aprovação da lista. Também gostei da lista por outros motivos,

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  • Esta terça-feira marca a data de dois anos para o início dos Jogos Olímpicos Rio-2016, a primeira Olimpíada a ter a América do Sul como sede. Além de vários eventos para marcar a data, o comitê organizador vem realizando uma série de palestras com os órgãos de imprensa, procurando mostrar os detalhes da preparação. Compareci nas palestrar de segunda-feira e vendo várias pessoas envolvidas falarem fiquei com a nítida impressão de que o sucesso na organização da Copa do Mundo de 2014 trouxe uma certa tranquilidade ao Rio-2016.

    Faltando dois anos para a Olimpíada, foi divulgado o visual do Rio-2016

    Ao longo de quatro palestras e da entrevista coletiva, que envolveu, entre outros, o presidente do comitê organizador, Carlos Arthur Nuzman, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o presidente da APO (Autoridade Pública Olímpica, um consórcio público que acompanha as obras necessárias para a realização da Olimpíada), General Fernando Azevedo e Silva, o otimismo foi o tom. Em vários momentos foi lembrado de que houve uma sensação de “terror” da imprensa brasileira, que

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  • A final da Copa do Mundo de 2014 vai reunir Alemanha e Argentina, no próximo domingo, às 16h, no Maracanã. Pela terceira vez na história as duas seleções vão disputar o troféu mais cobiçado do mundo do futebol, assim como em 1986 e 1990, com uma vitória para cada lado. A maior Copa do Mundo que eu tive a oportunidade de assistir vai coroar quem faz o melhor trabalho no mundo ou então vai transformar o maior talento puro do futebol mundial em mito.

    A Alemanha, que só precisou jogar 30 minutos à vera na semifinal e teve um dia a mais de descanso, entra como favorita na decisão. Tem um time mais qualificado, mais sólido, melhor treinado e com mais opções (a ponto de não sentir falta de Reus, Schmelzer, Gundogan, Bender, Mario Gomes, todos machucados), fruto do trabalho de dez anos que a Federação Alemã fez desde o início da década passada. O atropelamento de 7 a 1 sobre o Brasil é um exemplo do poderio que eles têm, mas não garante nada. Um título irá mostrar ao mundo que vale a pena

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  • A Alemanha fez vergonha na Eurocopa de 2000 (lanterna de um grupo com Portugal, Romênia e Inglaterra) e na Eurocopa de 2004 (eliminada na primeira fase por República Tcheca e Holanda). No meio dessas duas competições, foi à decisão da Copa do Mundo de 2002, com um time bem limitado (palavras do próprio treinador Rudi Voller), que chegou até lá baseado em atuações absurdas de Oliver Kahn. Olhando todo o cenário, os dirigentes alemães pararam, refletiram e tiveram a humildade de reconhecer: o futebol deles estava doente.

    A partir daí, uma total reconstrução do futebol alemão se iniciou. Mais de 300 centros de formação de jogadores foram espalhados por todo o país, buscando revelar jogadores com um perfil diferente dos que estavam sendo produzidos. Capacitaram os profissionais que iriam formar esses garotos. Deixaram de lado o aspecto físico como determinante para selecionar um garoto, passando a valer o talento. Ajudaram (e obrigaram) a todos os times da Primeira e da Segunda Divisões a

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  • Observação: a excelente sacada de que Zuñiga é o “Barbosa de 2014” não foi minha. Eu ouvi o ótimo comentarista Rubem Leão falar isso na Rádio Tupi (RJ) na última sexta-feira. E decidi escrever este post em cima disso. Aqui, fica registrado o devido crédito.

    O peso de disputar uma Copa do Mundo em casa ficou evidente no jogo contra o Chile. Jogadores importantes como Thiago Silva e Julio Cesar deixaram isso bem claro no gramado do Mineirão. Em todos os atletas estava o receio de ficarem marcados como uma geração que perdeu o Mundial diante de sua torcida. De ser rotulado como o excepcional goleiro Barbosa foi (de forma completamente injusta e vil) pela derrota por 2 a 1 para o Uruguai em 1950. Só que, a partir de agora, esse medo não existe mais. O “Barbosa de 2014” já está eleito e confirmado. E nem brasileiro é: o lateral colombiano Zuñiga.

    O vilão de uma eventual perda da Copa do Mundo já está (vergonhosamente) eleito

    Independentemente da forma como o Brasil venha a perder a Copa do Mundo, seja na semifinal para a Alemanha ou na decisão contra Holanda ou

    Saiba mais »de Brasil já tem o “Barbosa de 2014”, agora é se soltar para ganhar
  • Por uma espécie de tolice ou desconhecimento, a excelente geração de jogadores que a Bélgica conseguiu reunir neste ciclo de Copa do Mundo virou motivo de piada aqui no Brasil. Qualquer elogio (que atestava o óbvio) ao grupo talentoso que os Diabos Vermelhos poderiam trazer para jogar aqui era ironizado ou tratado como um absurdo (com apelidos jocosos como “time de Playstation”). Havia quem apostasse no fracasso da “ótima geração belga”. Pois bem, nesta terça-feira, em Salvador, a Bélgica frustrou esse pessoal todo e cumpriu sua missão neste Mundial, batendo os Estados Unidos por 2 a 1, na prorrogação, e garantindo presença nas quartas-de-final da competição.

    Independentemente do que aconteça no jogo contra a Argentina, no próximo sábado, em Brasília, a Bélgica deixou para trás qualquer traço de fracasso em terras brasileiras. Os belgas eram melhores do que seus três adversários na primeira fase. Ganharam de Argélia e Rússia jogando mal e da Coréia do Sul (com time reserva) com uma

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  • ATENÇÃO: TEXTO ORIGINALMENTE ESCRITO NO DIA 10 DE MARÇO DE 2012.

    Tecla SAP – Preste atenção: Em momento algum do texto está escrito que Messi é melhor que Pelé ou Maradona! Até porque não acho isso.

    A quarta-feira, 7 de março de 2012, ficará na história do futebol, como o dia em que um jogador meteu cinco gols em um jogo de Liga dos Campeões pela primeira vez. O autor da façanha é Lionel Messi. Isso uma semana após ter jogado muito com a camisa da Argentina na vitória sobre a Suíça, algo que deixou muita gente triste no Brasil, já que é no desempenho com a camisa de sua seleção que muitos se agarram por aqui para questionar ou diminuir a lendária carreira que Messi vem construindo a cada dia diante de nossos olhos.

    Eu amo o esporte de forma intensa. Por isso, não fecho os meus olhos para a possibilidade de mitos serem suplantados um dia. Tenho a cabeça totalmente aberta para surgir alguém melhor do que Michael Jordan no basquete, do que Michael Phelps na natação, que supere as

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  • Uma bola que desde o momento em que saiu do pé de Pinilla parecia não dar chance para Julio Cesar. Viajou alguns segundos deixando o Mineirão apreensivo. Passou pelo goleiro, em direção ao ângulo. E explodiu no travessão no último lance do segundo tempo da prorrogação. Por um instante, muitos imaginaram que a Copa do Mundo de 2014 havia acabado para o Brasil. Talvez, até alguns jogadores ou membros da comissão técnica. Mas a seleção brasileira ganhou uma sobrevida na Copa que foi feita para ela ganhar. E acho que isso é bom.

    O jogo contra o Chile deixa lições para a seleção brasileira. Que precisam ser aprendidas até sexta-feira para enfrentar a Colômbia. Corrigir os espaços nas laterais, fazer o jogo passar pelo meio-campo, não permitir que o rival controle esse setor, evitar que a bola longa seja a única alternativa do time e mexer na formação da equipe, tirando quem está mal. Mas a classificação dramática dá ao Brasil também o sentimento de que o time ressuscitou no gramado do

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  • Terminada a fase de grupo da Copa do Mundo, é esperar o mata-mata. Enquanto isso, vamos à seleção da primeira fase do Mundial. Já peço desculpas por ter cometido alguns crimes...

    Antes, segue a seleção da terceira rodada apenas: Buffon, Sagna, Rafa Marquez, Godín e Holebas; Luiz Gustavo e Mascherano; Shaqiri, Messi e Neymar; Samaras.

    Jogadores que foram considerados para a seleção da terceira rodada: Barry (CMF), Eneyama (NIG), Kombarov (RUS), Bradley (EUA), Schweinsteiger, Musa (NIG), Kroos, Pjanic (BOS), Villa , Robben, Depay (HOL), Drmic (SUI), Thomas Muller, Slimani (ALG) e Fegouhli (ALG).

    Mereço uma punição por não colocar James Rodriguez e Muller

    Agora sim, vamos à seleção da primeira fase!

    Ochoa - perfeito nos três jogos, com o bônus da atuação histórica contra o Brasil.

    Johnson - válvula de escape dos Estados Unidos pela direita, obrigou seus três adversários a mudarem de formação para marcá-lo. Bem atrás e, principalmente, na frente.

    Rafa Marquez - achava que era um ex-jogador em atividade. Mas deu show na Copa, na zaga e como volante

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  • A terceira partida da Argentina na Copa do Mundo deve ter deixado os seus torcedores com uma sensação bem positiva. Não pela vitória por 3 a 2 sobre a Nigéria, já que a equipe também havia conquistado os três pontos contra a Bósnia e contra o Irã. Mas pela forma como o time funcionou coletivamente nos primeiros 70 minutos. E melhorando o conjunto, apareceu a chance de Messi melhorar e brilha individualmente, algo que não tinha acontecido até aqui.

    Repetindo o time que bateu o Irã por 1 a 0 (segundo as más línguas, a "escalação do Messi"), a Argentina teve muito mais volume de jogo e muito menos dificuldade para criar. Destaque para um Gago mais participativo, que permitiu que Di Maria produzisse mais ofensivamente. E para Messi, que se mexeu mais do que nos outros jogos, ficou mais próximo do gol e circulou pela faixa central em vez de ficar preso à direita (os mapas de calor abaixo mostram bem isso) Assim saiu o primeiro gol do jogo, com Messi rompendo pela meia-lua para chutar no

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