Bernie Ecclestone, ex-patrão da F1, é acusado de fraude fiscal no Reino Unido

Bernie Ecclestone, que reinou por muito tempo na Fórmula 1, será acusado de fraude por ter omitido 400 milhões de libras (481 milhões de dólares) em bens no exterior em suas declarações ao fisco  - anunciou a Receita nesta segunda-feira (11).

Em um comunicado, Andrew Penhale, que dirige o Crown Prosecution Service (CPS, o serviço fiscal da Coroa), escreve que foram analisados os elementos transmitidos pelo fisco.

A nota informa que "se autorizou a acusação de Bernard Ecclestone por fraude por falsas declarações em relação à sua não declaração da existência de bens no exterior, cujo valor está estimado em mais de 400 milhões de libras".

"É de extrema importância que não haja reportagem, nenhum comentário ou compartilhamento de informações on-line que possam de uma forma, ou de outra, prejudicar o processo", acrescenta, ressaltando o direito de qualquer pessoa a um processo justo.

Simon York, do HMRC (Revenue and Customs, o fisco britânico), indicou, por sua vez, que a investigação fiscal contra Ecclestone foi "complexa e internacional".

Bernie Ecclestone, de 91 anos, liderou a F1 por quase 40 anos. Renunciou ao cargo de chefe da elite do automobilismo em janeiro de 2017, depois de ser demitido pelo novo detentor dos direitos comerciais da categoria, o grupo americano Liberty Media.

Uma audiência foi marcada para 22 de agosto no Tribunal de Westminster de Londres, embora não tenha sido especificado até agora se Ecclestone deverá comparecer.

jdg/hpa/psr/mr/tt

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos