Bernie Ecclestone é acusado de fraude fiscal no Reino Unido

Bernie Ecclestone foi atração em provas de Stock Car e Fórmula 4, em maio, no Brasil. Foto: Marcelo Machado de Melo/Getty Images
Bernie Ecclestone foi atração em provas de Stock Car e Fórmula 4, em maio, no Brasil. Foto: Marcelo Machado de Melo/Getty Images

O ex-chefe da Fórmula 1 Bernie Ecclestone foi acusado de fraude por não declarar mais de 400 milhões de libras (mais de 2,5 bilhões de reais) em ativos no exterior à autoridade fiscal britânica, disseram promotores nesta segunda-feira (11).

O Crown Prosecution Service disse que Ecclestone, 91, enfrentou uma acusação de fraude por falsa representação.

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"Isso segue uma investigação criminal complexa e mundial pelo Serviço de Investigação de Fraudes do HMRC", disse Simon York, diretor do Serviço de Investigação de Fraudes da Receita e Alfândega de Sua Majestade (HMRC).

A primeira audiência em seu caso deve ser realizada em 22 de agosto no Tribunal de Magistrados de Westminster, em Londres. Contatado pela Reuters em Ibiza, Ecclestone disse que ainda não viu os detalhes.

"Eu não vi isso, então não sei, então não posso comentar", disse ele quando a declaração foi lida para ele.

Em 2015, Ecclestone enfrentou uma demanda do HMRC para pagamento de mais de 1 bilhão de libras (cerca de 6 bilhões de reais) em relação a um fundo familiar.

Ele disse então que o HMRC não respeitou um acordo feito em 2008 sobre o 'Bambino Trust', criado em benefício de sua ex-esposa Slavica e filhas Tamara e Petra, e ele estava tomando medidas legais.

O britânico foi destituído do cargo de chefe da Fórmula 1 em 2017, quando a norte-americana Liberty Media assumiu os direitos comerciais do esporte. Ele mantém um escritório em Londres, mas agora passa a maior parte do tempo no exterior, com residências na Suíça e Ibiza, além de uma fazenda no Brasil.

Mesmo longe do circo da Fórmula 1, ele continuou a fazer manchetes e, em maio, a polícia brasileira o prendeu depois de encontrar uma arma em sua bagagem enquanto tentava deixar o país. Ecclestone reconheceu a posse, mas disse que não sabia que estava em sua bagagem. Ele foi liberado para sair depois de pagar fiança.

O empresário, que tem um histórico de comentários controversos, defendeu recentemente o presidente russo, Vladimir Putin, o chamando de "pessoa de primeira classe" por quem "levaria um tiro".

Atacado pela opinião pública, ele se desculpou em um vídeo divulgado no último sábado, dizendo que não estava defendendo a invasão russa da Ucrânia.

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