Becky Hammon, técnica que já foi uma estrela na Rússia faz apelo para que Putin liberte Brittney Griner

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Brittney Griner é escoltada para uma audiência em um tribunal em Khimki, nos arredores de Moscou
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Por Simon Lewis

WASHINGTON (Reuters) - Uma importante treinadora do basquete feminino dos EUA, que já representou a Rússia nas Olimpíadas, fez um apelo para que o presidente russo, Vladimir Putin, “faça a coisa certa” e liberte rapidamente a estrela norte-americana Brittney Griner.

A técnica do Las Vegas Aces, Becky Hammon, que como jogadora passou anos na Rússia e ganhou a medalha de bronze olímpica pelo seu país adotivo, disse que ficava chateada de ver uma integrante da comunidade do basquete feminino presa há quase seis meses. Washington diz que Griner está injustamente detida na Rússia.

“É algo que é obviamente muito próximo de mim, então eu peço que o governo russo faça a coisa certa. Nunca é tarde demais para fazer a coisa certa”, disse Hammon, à Reuters, em uma entrevista nesta terça-feira, na qual fez um apelo em conjunto com outras personagens do basquete feminino mundial. “Estamos pedindo clemência. Estamos pedindo elegância. E estamos pedindo para trazer BG de volta para casa.”

Griner, bicampeã olímpica e pivô do Phoenix Mercury da WNBA, deve retornar aos tribunais russos na quinta-feira para as argumentações finais de seu julgamento. Ela pode receber até 10 anos de prisão por posse de droga após ser detida no aeroporto Sheremetyevo de Moscou em 17 de fevereiro com cartuchos de vape que continham óleo de cannabis em sua bagagem.

A prisão, no momento em que ela se dirigia para se juntar ao seu time russo durante as férias da temporada norte-americana, ocorreu dias antes de a Rússia começar a invasão à Ucrânia, levando as relações entre Moscou e Washington ao ponto mais baixo em décadas e jogando Griner no meio de um cabo de guerra geopolítico.

O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse semana passada que os Estados Unidos haviam feito uma “proposta substancial” à Rússia para libertar Griner e o ex-fuzileiro naval Paul Whelan, que os EUA também consideram estar detido injustamente na Rússia. Uma fonte disse que Washington estava disposto a trocar o traficante de armas Viktor Bolt, conhecido como “Mercador da Morte”.

Moscou disse que nenhum acordo foi fechado ainda. Uma troca é improvável antes do veredicto no julgamento de Griner, mas isso pode acontecer nos próximos dias.

(Reportagem de Simon Lewis)

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