Bastidores da eliminação: Palmeiras se revolta com arbitragem, lamenta expulsões, mas sem 'caçar bruxas'

Palmeiras se revoltou com arbitragem após eliminação na Libertadores (Foto: Fabio Menotti/Palmeiras)


O Palmeiras ainda junta os cacos da eliminação para o Athletico-PR na semifinal da Libertadores. Depois de empatar em 2 a 2 no Allianz Parque e ser derrotado no placar agregado, o Verdão está fora da disputa de sua terceira final continental consecutiva. Após a partida, porém, não houve caça às bruxas, mas sim lamentação pelas expulsões e muita revolta em relação à atuação do árbitro de vídeo.

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A expulsão de Murilo na última terça-feira acabou sendo um dos pontos que atrapalharam o plano da virada do Alviverde dentro de casa, que se desenhava com a atuação impositiva na primeira etapa. Ficou o sentimento interno de que com um jogador a mais, o segundo gol (talvez o terceiro) viria no segundo tempo. Nada que tenha "crucificado" o zagueiro, que foi acolhido pelos companheiros.

Mas não foi a única expulsão que causou lamento no Palmeiras. As perdas de Danilo (para os dois jogos) e de Scarpa (para o primeiro jogo) também foram elencadas como fatores que pesaram para a eliminação. O meia é a liderança técnica deste momento no elenco, como provou com sua atuação no Allianz Parque, enquanto o volante é o "dono" do meio-campo, embora Menino tenha ido bem.

A necessidade da mudança de estrutura tática para o jogo na Arena da Baixada, aliada ao gol perdido por López logo no começo da partida também estão na lista dos pontos que decidiram a semifinal em favor do Furacão. O Verdão não pôde ser 100% do que teria potencial para ser diante dos desfalques e das alterações no time.

Mas o que revoltou mesmo o elenco e a comissão técnica foi a omissão do VAR em determinados lances da partida. Apesar de entenderem o vermelho de Murilo como justo, há um inconformismo sobre a cotovelada de Alex Santana em Rony, que poderia valer um cartão vermelho e Esteban Ostojich nem foi chamado para ver o vídeo. A situação ocorreu bem antes de o zagueiro ser expulso.

Além disso, há o lance do pisão de Fernandinho em Rony dentro da área em uma cobrança de escanteio. O sentimento é de que o VAR optou por não revisar a jogada, mesmo sendo uma evidente situação de pênalti que mudaria o desfecho da partida quando ela ainda estava 2 a 0, segundo pessoas ouvidas pelo LANCE!. Em sua coletiva, Abel Ferreira deixou explícita a sua revolta com a arbitragem.

- O sentimento é de revolta. Revolta. É isso que sentimos. Revolta. Queria ter saído da competição de maneira limpa. Não merecíamos sair assim. Meus jogadores cumpriram o que tinham que cumprir. Só que houve um fator extra que não controlamos e hoje foi muito mal. Teve interferência direta no resultado. Acredito que são erros. Somos humanos e cometemos erros, mas esses custam muito. É duro sair da forma como foi. O árbitro teve um dia ruim, tenho que acreditar nisso, mas são erros muito graves. Não merecíamos - disse o técnico.

Embora tenha sido uma eliminação dura e doída para elenco e comissão técnica. Não há indícios de uma "caça às bruxas", procurando culpados e erros internos que justificariam a queda para o Athletico-PR. O jogo será analisado como todos os outros são, mas sem pesos diferentes. Abel e seus auxiliares seguem o trabalho como sempre, buscando escalar o melhor que têm à disposição.

Além disso, o foco dos jogadores imediatamente já foi para o Brasileirão, competição que o Palmeiras lidera e é o grande favorito para levantar a taça. Weverton e Scarpa deram declarações públicas nesse sentido depois da partida, e o sentimento é o mesmo para seus companheiros, que veem o campeonato nacional como mais uma chance de fazerem história e seguirem a trajetória vitoriosa.