• No Instagram aos 89, Zagallo resgata bordão e abre seu baú de fotos
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    No Instagram aos 89, Zagallo resgata bordão e abre seu baú de fotos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ao ouvir a sugestão sobre ter uma conta no Instagram, no início deste mês, Zagallo, 89, reagiu com apenas uma pergunta: "Por que vocês não tiveram essa ideia antes?". Em 12 dias, ele chegou aos 35 mil seguidores no perfil @zagallooficial. Escolher o que postar na rede social se tornou a distração do tetracampeão do mundo. Mario César, filho de Zagallo, seleciona opções de fotos, e o ex-jogador e ex-técnico diz qual a sua preferida. "São tantas pessoas usando o nome do Zagallo na internet que então resolvemos fazer um canal oficial. Criamos o perfil, que já nasceu verificado, em parceria com a RiosCom, que faz a curadoria do conteúdo do Velho Lobo", afirma Mario César, citando o apelido do pai, Mario Jorge Lobo Zagallo. Postar as fotos ou gravar vídeos ajuda a mantê-lo ativo durante a pandemia da Covid-19. Zagallo está trancado em casa, segundo o filho, e a preocupação da família era que ele tivesse algo com o que passar o tempo. "O Instagram é uma forma também de ele se comunicar com as pessoas. Já se vão oito meses de pandemia, em que ele ficou 100% do tempo em casa. Fazer isso trouxe vida a ele e também mais proximidade dos fãs, que ele sempre adorou", completa. O primeiro vídeo postado, em 10 de novembro, já foi visto 68 mil vezes. Com a camisa da seleção brasileira, Zagallo avisa sobre o nascimento da conta e repete um dos seus bordões mais conhecidos, o "vocês vão ter que me engolir". A frase foi dita originalmente em La Paz, após o Brasil derrotar a Bolívia na final da Copa América de 1997, e foi direcionada aos críticos do então treinador. Ele está afastado do futebol desde 2006, quando foi coordenador do Brasil na Copa do Mundo da Alemanha, seu último torneio. Antes disso, havia atuado nos Mundiais de 1958 e 1962. Foi técnico em 1970, 1974 e 1998 e auxiliar técnico de Carlos Alberto Parreira em 1994. É o único tetracampeão mundial, com os títulos de 1958, 1962, 1970 e 1994. Na descrição de seu perfil na rede social consta: "eternamente apaixonado pela amarelinha". Estar afastado não significa não prestar atenção no que acontece dentro das quatro linhas. Mario Cesar diz que o pai continua apaixonado não apenas pelo futebol, mas pelo esporte em geral. "O dia a dia dele é futebol. Na realidade, é futebol, é tênis, é basquete é totó... Tudo que envolve esporte ele assiste. Ele acompanha todos os jogos, sabe quem é o artilheiro da Série A, da Série B, quantos gols tem o time que está em primeiro, as colocações na tabela. Ele sabe tudo e é dono de uma memória gigante." Há também a possibilidade de que a conta se transforme em algo comercial, com a ideia de que a popularidade do tetracampeão possa atrair marcas. Aos 89 anos, Zagallo começa a virar um influenciador digital. Em um de seus vídeos, ele diz que o "velho Lobo tá on", brincando com a frase "o pai tá on", que ficou famosa com Neymar também nas redes sociais. "Esta é uma grande homenagem ao Zagallo, que é o maior vencedor da seleção brasileira. Estamos produzindo conteúdos muito divertidos para o #baudozagallo", afirma Victor Rios, diretor da RiosCom, que criou a conta do ex-jogador. Não houve pagamento da família para a agência pela criação. A hashtag citada por Rios é usada nas postagens de fotos de sua carreira, como uma de 1970 em que aparece ao lado de Parreira e Claudio Coutinho. Este último também dirigiu o Brasil em um Mundial, em 1978. Desde o dia 10 de novembro foram publicadas 12 fotos, entre elas a de uma conversa com Garrincha no vestiário do Botafogo; à espera de um trem com a seleção de 1958; jogando tênis; e uma atual, com o capacete da Polícia do Exército que usou ao fazer segurança de estádio na Copa do Mundo de 1950.

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    Jogadores da NBA se reúnem com papa Francisco para discutir justiça social

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma delegação com cinco jogadores da NBA se reuniu nesta segunda-feira (23) com o papa Francisco, no Vaticano. O encontro foi realizado a pedido do líder da Igreja Católica e teve como tema o trabalho realizado pelos atletas na luta por justiça social nos Estados Unidos. Estiveram com o pontífice Kyle Korver, Sterling Brown, Jonathan Isaac, Anthony Tolliver e Marco Belinelli. Eles foram a Roma acompanhados da executiva da NBPA (associação dos jogadores da NBA), Michele Roberts, e de outros dois dirigentes da entidade, Sherrie Deans e Matteo Zuretti. A reunião no Palácio Apostólico ocorreu a partir de uma solicitação do papa, que entrou em contato com a NBPA na semana passada. Ele queria saber mais sobre as atitudes recentes dos jogadores para pôr a justiça social na pauta e os planos para manter viva a discussão. "Estamos extremamente honrados em ter esta oportunidade de vir ao Vaticano e dividir nossas experiências com o papa Francisco. A abertura dele e a disposição em discutir esses assuntos foi inspiradora, uma lembrança de que nosso trabalho teve um impacto global e deve continuar", afirmou Korver. A última temporada da NBA foi marcada por mensagens sociais e pela posição firme dos atletas. Paralisada por quase cinco meses por causa da pandemia, a edição 2019/20 do campeonato foi retomada com a condição de que a plataforma da liga fosse usada para apresentar essas mensagens. Enquanto a disputa estava parada, ocorreu o assassinato do negro George Floyd, prensado pelo joelho de um policial branco. Quando o torneio voltou, as quadras estavam pintadas com a inscrição "vidas negras importam". Essa e outras frases ligadas ao tema passaram a ocupar o espaço geralmente reservado ao nome dos atletas nos uniformes. Durante a retomada, no entanto, houve outro caso de brutalidade policial contra um negro nos Estados Unidos, os sete tiros nas costas de Jacob Blake. Os jogadores, então, chegaram a organizar um boicote e ameaçaram abandonar a competição. Só toparam voltar sob uma série de condições, entre elas uma campanha de acesso ao voto, que não é obrigatório nos Estados Unidos. O boicote foi iniciado por jogadores do Milwaukee Bucks e seguido pelos demais times, que já estavam disputando os playoffs. Brown e Korver, que se reuniram com o papa, estavam no grupo dos Bucks que realizou o protesto -o movimento ganhou repercussão e se espalhou por outras ligas.

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