• Band encaminha acordo com F1 após nova desistência da Globo
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    Band encaminha acordo com F1 após nova desistência da Globo

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Após a Globo anunciar que não houve acordo para renovar seu contrato de transmissão com a F1, a Band está próxima de assumir a exibição das corridas a partir deste ano. O vínculo entre a emissora paulistana e Liberty Media/FOM (braços comerciais da categoria), próximo de ser fechado, deverá ter validade por dois anos. O colunista Flávio Ricco e alguns sites, como Grande Prêmio e Máquina do Esporte, já dão o acordo como certo. "A Band afirma que, a exemplo de outras emissoras, também está mantendo contato com a Fórmula 1, mas não há nenhum contrato assinado por enquanto. As negociações estão acontecendo", disse a empresa em nota à imprensa. A atual temporada está prevista para começar no dia 28 de março, com o GP do Bahrein, e vai até o dia 12 de dezembro, em Abu Dhabi. Ao todo, serão 23 provas neste ano, uma delas em São Paulo, em novembro. A Globo, que transmitia a F1 desde 1972, confirma que não obteve acordo para renovação do vínculo. "A Globo manteve negociações constantes com a FOM/Liberty Media sobre a renovação dos direitos da Fórmula 1, sempre considerando a nova realidade mundial dos direitos esportivos. Infelizmente não houve acordo", afirmou em nota. A emissora carioca buscava uma composição desde o fim de 2019 para o acordo que vigorou de 2015 a 2020. Em agosto do ano passado, avisou as suas anunciantes (Santander, Itaipava, Nivea, Renault e Tim) que não conseguiu chegar a um acerto para a renovação do vínculo. As cotas de publicidade chegavam a R$ 500 milhões anuais. Em novembro, porém, a Globo emitiu um novo comunicado, informando que havia retomado as conversas com a FOM/Liberty Media sobre os direitos. No dia seguinte, o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou a renovação do acordo com a F1 para realizar o GP em Interlagos pelos próximos cinco anos. O contrato tem validade de 2021 a 2025. A Liberty também procurou outras opções no Brasil, como SBT e TV Cultura. A Band foi a única, além da Globo, a tentar um acordo. A emissora paulistana transmitiu a categoria pela última vez em 1980. Foi a primeira temporada completa exibida no país, e na ocasião Nelson Piquet ficou perto do título. A Globo retomou as transmissões a partir de 1981 e pôde assim exibir a primeira conquista de Piquet. No fim do ano passado, a Band assumiu as transmissões da Stock Car, que também tinha contrato com a Globo, e anunciou a chegada de Reginaldo Leme, comentarista histórico da concorrente por quatro décadas, até o fim de 2019. Procurada pela reportagem nesta sexta-feira (5), a FOM não se manifestou até a publicação deste texto.

  • Prefeitura de São Paulo pagará R$ 100 milhões a empresa por F1 em Interlagos
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    Prefeitura de São Paulo pagará R$ 100 milhões a empresa por F1 em Interlagos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Prefeitura de São Paulo desembolsará R$ 100 milhões pelos próximos cinco anos para pagar a empresa que promoverá o GP de F1 em Interlagos. Conforme publicado nesta terça-feira (5) no Diário Oficial do município, o valor, dividido em cinco parcelas anuais de R$ 20 milhões, será pago à MC Brazil Motorsport Holding Ltda, contratada com o objetivo de realizar o evento. No entanto, não foi especificado pela prefeitura, sob a gestão de Bruno Covas (PSDB), se o montante está relacionado a investimentos na estrutura do autódromo ou à taxa para a realização da prova, da qual a capital paulista era isenta no contrato anterior. "A Prefeitura de São Paulo informa que realizou uma contratação para a organização da Fórmula 1 na cidade por cerca de metade do custo histórico. O atual contrato prevê destinação de R$ 20 milhões por etapa (por cinco anos), enquanto anteriormente, eram gastos cerca de R$ 40 milhões, em média (por etapa)", disse a administração municipal em nota. Além desse valor, em dezembro a Secretaria Municipal de Turismo fez dois repasses, com soma total de R$ 17,7 milhões, para a Formula One World Championship. O montante foi descrito como "aquisição dos direitos, pelo Município de São Paulo, para a realização do evento Grande Prêmio de São Paulo". Nas últimas edições da corrida, a prefeitura não pagava valores diretamente à F1 nem aos realizadores. Todos os recursos públicos destinados ao evento eram voltados para melhorias em Interlagos. São Paulo estava isenta de recolher a taxa paga ao promotor de acordo com o contrato assinado em 2014, quando Bernie Ecclestone dava as cartas na categoria. Em 2016, Ecclestone vendeu a FOM (Formula One Management), seu braço comercial, para o grupo americano Liberty Media. O acordo anterior terminou no fim de 2020, e um novo vínculo foi anunciado pelo governador de São Paulo, João Doria (PSDB), em novembro, desta vez prevendo o pagamento da taxa exigida pela Liberty. O valor nunca foi revelado pelo governo ou pelo município, que é o responsável de fato pelo contrato. Na ocasião do anúncio, Doria fez referências indiretas à concorrência do Rio de Janeiro para receber o GP a partir deste ano e ao seu rival político Jair Bolsonaro (sem partido), defensor da ideia. No ano passado, o presidente da República assinou um termo de cooperação para levar a etapa para o Rio e chegou a dizer, em junho, que a etapa tinha "99% de chance" de ir para a capital fluminense. "Aqui não fizemos especulação, projeções artificiais, não prometemos investimentos que não poderiam ser feitos", afirmou o governador. Atendendo à vontade do poder público municipal e estadual, comandados pelos tucanos, a F1 também mudou o nome oficial do GP Brasil para GP de São Paulo. A negociação entre a Liberty e o governo paulista foi feita por um promotor privado. A Brazil Motosports é controlada pela Mubadala, ligada ao governo de Abu Dhabi. Procurada pela reportagem, a empresa disse que não poderia comentar o contrato devido a cláusulas de confidencialidade. O novo promotor será o executivo Alan Adler. Ele vai substituir Tamas Rohonyi, dono da Interpub, que foi a responsável pelas operações da corrida em Interlagos desde 1990.

  • 'Fim de um era de piadas', diz Barrichello ao receber vacina antecipadamente
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    'Fim de um era de piadas', diz Barrichello ao receber vacina antecipadamente

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Rubens Barrichello, 48, resolveu devolver com bom humor as piadas que parte do público faz a respeito de sua carreira na Fórmula 1. Quando defendia a Ferrari, o piloto quase sempre tinha que deixar a dianteira com o colega Michael Schumacher, que acabaria se tornando o primeiro heptacampeão da categoria. A internet, que não perdoa, tratou logo de transformar a situação em meme. É comum quando alguém se manifesta sobre algo com muito atraso, uma figura de Rubinho aparece nos comentários. O mesmo ocorre quando alguém demora muito para fazer alguma coisa que estava sendo esperado dela. E assim por diante. Com a pandemia, parece que o jogo virou. O piloto, que hoje corre na Stock Car, lembrou que deve tomar a vacina contra a Covid-19 antes que a maior parte dos brasileiros, já que mora nos Estados Unidos. Vale lembrar que a vacinação nos Estados Unidos já começou, enquanto no Brasil a campanha ainda deve demorar. "Rubinho Barrichello mora nos EUA e vai se vacinar antes de você", brincou nas redes sociais. "Fim de uma era de piadas #chupa mundo." A publicação fez sucesso entre os fãs de esportes, que estão replicando a mensagem desde terça-feira (15). Até o apresentador Milton Neves entrou na brincadeira. "O troco de Rubinho Barrichello contra as piadas surradas...", comentou.