ATP anuncia reestruturação de calendário a partir de 2023

ATP


A Associação dos Tenistas Profissionais (ATP) acaba de anunciar a aprovação do plano estratégico de negócios para os próximos 30 anos, intitulado de 'One Vision' (Uma Visão), que começa pela alteração de calendário.

O pacote foi aprovado em definitivo pela reunião de seu Conselho diretivo, dos quais fazem parte o Conselho dos Jogadores e o Conselho dos Torneios, realizado durante a disputa de Roland Garros.

O programa havia sido desenhado pelo Presidente da ATP, o ex-tenista italiano Andrea Gaudenzi, quando este se candidatou à vaga do alto comando da associação. O intuito é ampliar os ganhos dos atletas progressivamente e também multiplicar em duas casas decimais o número de fãs que acompanham o circuito.

Na decisão de Paris ficou determinado que outros cinco torneios do Masters 1000, principal classe de torneios da ATP sendo um total de 9 no calendário, serão disputados a partir de 2023 no mesmo formato dos Masters americanos de Indian Wells e Miami, que incluem uma chave maior de inscritos e entre 11 e 12 dias de disputa. Passam a estar neste formato os Masters de Madri, Roma e Xangai. Também ficou determinado que os Masters do Canadá e de Cincinnati serão ampliados em dia e número de inscritos no calendário de 2025.

Já os Masters de Monte-Carlo e Paris, seguem como estão, a princípio, com uma semana de disputa e chaves de simples com 52 participantes e outras 28 duplas. O projeto, segundo apurou o The New York Times é tornar estes dois Masters como torneios mistos, o que incluiria um WTA 1000, para que então a ampliação em dias e chave ocorresse. Não há previsão oficial para que isso aconteça.

Com a ampliação dos Masters 1000, o calendário contará com a pressão sobre algumas datas de torneios do ATP 250. Em 2023, por exemplo, o ATP 250 de Estoril, em Portugal, deixará de ser realizado na 4ª semana da gira europeia de saibro antecedendo Madri e passará para a 1ª semana, com início no quali em 1º de abril, sendo o primeiro torneio no piso realizado em território europeu.

As mudanças de calendário afetam pouco a data do Rio Open, que segue como destaque da gira sul-americana de saibro, mas agora na 3ª semana de fevereiro, com início da chave principal no dia 20.

Divisão de lucros

Ainda de acordo com o programa aprovado nas últimas semanas, os torneios do Masters 1000 terão participação nos lucros de vendas de direitos de transmissão televisiva por parte da ATP Media, que é o braço de mídia da ATP, que negocia estes contratos com TVs do mundo todo e ainda administra a TennisTV, stream oficial do circuito masculino. A porcentagem também será dividida com torneios em nível ATP 500 e 250.

Outra discussão aprovada foi a participação dos jogadores nos lucros obtidos pelos torneios do Masters 1000. Ficou aprovado no plano de que todos os torneios da categoria serão submetidos a uma auditoria externa independente, após cada edição, dos quais serão auferidos os possível lucros no torneio, que serão divididos com os atletas que participarem. assim, os atletas ganharão um valor a mais da premiação monetária estabelecida nas chaves. Em caso de não lucro por parte dos torneios, os atletas ficam apenas com a premiação determinada na chave.


“Dissemos: ‘Vamos começar realmente pela raiz do problema’, que é a falta de confiança entre jogadores e torneios”, disse Gaudenzi em entrevista ao The New York Times. “E todas aquelas lutas que acontecem todos os anos e levam de 80 a 90% do nosso tempo, energia e recursos e são cerca de 1%, 2%, 3% do prêmio em dinheiro”, explicou a situação, revelando que o projeto afirma que a participação nos lucros por parte dos jogadores será pelos próximos 30 anos. Também está determinado que anualmente as premiações dos torneios do Masters 1000 aumentem ao menos em 2,5%.

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