Atlético-MG planeja SAF ainda em 2022 com investidor estrangeiro

Assim como o grande rival, o Atlético estuda transformar o clube em SAF.
Assim como o grande rival, o Atlético estuda transformar o clube em SAF. Foto: (Pedro Souza/Atlético)

Seguindo os passos do maior rival, o Atlético Mineiro estuda a viabilidade de, ainda no ano de 2022, fazer a migração para o modelo de SAF (Sociedade Anônima do Futebol) e aposta em um investidor do mercado internacional como principal comprador de suas ações.

O tema, para ser aprovado e entrar em prática, precisa ser debatido de modo formal através do Conselho Deliberativo do clube e, a partir disso, realizar a separação entre o clube social, sendo a associação civil, e o departamento futebol ser comandado pela SAF.

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Estudos já foram realizados pela cúpula do clube, que sondou o mercado de investimentos em busca de um "grupo internacional forte" como grande comprador da maioria das ações da SAF do Atlético Mineiro. Por lei, o clube deve manter, pelo menos, 10% de suas ações e lhe é permitido vender qualquer parcela, também, acima de 10%. Investidores, geralmente, não compram ações por menos de 50,1% da empresa, o que lhes torna sócios majoritários.

De acordo com informações publicadas pelo ge, a Dell, empresa multinacional focada no ramo de tecnologias, chegou a fazer sondagens ao Atlético Mineiro, consultando a viabilidade da negociação, mas nada além disso. Houve, também, relatos de que o Grupo City também se mostrou como interessado, mas focou suas atenções no Bahia.

Os principais investidores do Atlético Mineiro nos últimos tempos, Rubens Menin, Rafael Menin, Ricardo Guimarães e Renato Salvador, chamados de 4 R's, não se colocariam como oposição à venda da gestão do futebol do clube, mas gostariam de uma recompensa.