Atlético Mineiro diz ter pressa por novo técnico e tenta convencer Cuca a voltar

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*Arquivo* SÃO PAULO, SP, 21.04.2019 - O técnico de Futebol Cuca, que é sondado pelo Atlético-MG. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)
*Arquivo* SÃO PAULO, SP, 21.04.2019 - O técnico de Futebol Cuca, que é sondado pelo Atlético-MG. (Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress)

SANTOS, SP (FOLHAPRESS) - O Atlético Mineiro corre para convencer o técnico Cuca, 59, a retornar quase sete meses depois do desligamento, em dezembro do último ano, sob alegação de problemas familiares. Nesta sexta-feira (22), o clube demitiu o argentino Antonio "Turco" Mohamed do cargo.

A volta do treinador campeão do Mineiro, da Copa do Brasil e do Campeonato Brasileiro em 2021 passa diretamente por uma reunião prevista entre as partes, encabeçada pelo diretor de futebol Rodrigo Caetano.

"Quem está cuidando disso é o Caetano. Não posso falar em nomes, tudo atrapalha, mas digo que queremos sacramentar isso ainda hoje [sexta-feira]. Idealizamos para ser o mais rápido possível", disse à reportagem o empresário Rubens Menin, principal apoiador financeiro do clube

Nos bastidores, Menin é visto como o principal entusiasta da terceira passagem de Cuca por Belo Horizonte, apesar dos nomes de Renato Gaúcho e de Odair Hellmann também estarem em pauta.

Ele encabeça o grupo que ficou conhecido como "4 Rs", nome dado pela letra inicial dos quatro empresários responsáveis pela maior parte dos investimentos nos últimos anos: Renato Salvador, da Materdei, Ricardo Guimarães, Banco BMG, além de Rafael Menin e Rubens Menin, ambos da MRV.

Gaúcho deve virar o foco em caso de nova recusa de Cuca. Ele chegou a ser o principal alvo do clube logo após a saída do argentino Jorge Sampaoli, no início de 2021, mas optou por renovar com o Grêmio. Quatro meses depois, acabou demitido do clube.

Cuca, por sua vez, diz que planeja retornar ao futebol somente em 2023 justificando estar focado na abertura do instituto que leva o seu nome, previsto para ser inaugurado no próximo mês, em parceria com a prefeitura de Curitiba.

Pessoas mais próximas ao treinador, porém, contam que ele analisa nos últimos dias a viabilidade de um retorno imediato.

"Estou imbuído nisso [projeto social]. Claro que tem especulações [para voltar ao futebol], mas são só especulações. Não tem nada de verídico acima dessas especulações", explicou à Folha de S. Paulo em 7 de junho, quando teve o nome ligado ao Flamengo.

No início de julho, quando questionado sobre um possível interesse do Boca Juniors, especulado pela imprensa argentina, ele foi enfático: "continuo como combinei no começo do ano. Esse ano não trabalho".

No fim da segunda passagem pelo Atlético, o clube confirmou a versão dada pelo treinador explicando que tentou demovê-lo da ideia, buscando um caminho no qual fosse possível conciliar questões particulares com o trabalho, e disse que Cuca se comprometeu a não trabalhar em nenhum outro time em 2022.

"Tudo foi feito de forma muito profissional por ele, não há mágoas entre Cuca e Atlético. A possibilidade dele não continuar era antiga, já vem de mais ou menos três meses", argumentou Menin.

No último ano, em meio ao momento de maior pressão sofrida por Cuca, Menin bancou publicamente a permanência dele em entrevista ao site Superesportes alegando que jamais cogitou a contratação de Renato Gaúcho.

"Vou falar como torcedor: eu nunca quis o Renato Gaúcho, sempre quis o Cuca. A partir do momento da saída do Sampaoli, o Cuca, para mim, era o que tinha de melhor. E continuo achando isso. Julgar um treinador por duas, três semanas de trabalho, é brincadeira. O problema do futebol brasileiro é que a torcida cobra, o clube cede e demite o treinador", defendeu o empresário à época.

Cuca viveu dificuldades na chegada para a segunda passagem pelo clube mineiro. Quando cotado, boa parte das menções ao seu nome nas redes sociais eram de rejeição. Encabeçada por uma mobilização de torcedores do Atlético, a hashtag "CucaNão" se transformou em termo viral na ocasião.

Um caso policial de 1987, enquanto jogador do Grêmio, em uma excursão do clube gaúcho em Berna, na Suíça, quando ele e três companheiros de time -Eduardo Hamester, Fernando Castoldi e Henrique Etges- foram detidos e condenados por violência sexual a uma menor de 13 anos, reverberava com força, principalmente em coletivos feministas da torcida atleticana.

Ele precisou vir a público para jurar inocência ao lado da família. O clube mineiro, por sua vez, tratou o assunto como "superado", dizendo acreditar na palavra do treinador. Depois, deixou a agremiação com o status ainda maior de ídolo -na primeira passagem já havia conquistado a Libertadores de 2013.

Turco Mohamed caiu um dia depois do empate por 1 a 1 diante do Cuiabá, fora de casa, em confronto válido pela 18ª rodada do Brasileiro.

Apesar dos títulos do Mineiro e Supercopa do Brasil, o argentino estava pressionado desde a eliminação para o Flamengo nas oitavas de final da Copa do Brasil.

No período, foram 45 jogos, 27 vitórias, 13 empates e cinco derrotas, um aproveitamento de 69,6%. Além disso, o Atlético não perde há nove jogos na competição nacional.

Enquanto não define um sucessor, o auxiliar técnico permanente Lucas Gonçalves dirigirá a equipe diante do Corinthians, no domingo (24), no Mineirão.

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