Argentino ex-São Paulo desabafa: "Cansei de viver"

Centurión, que atuou pelo São Paulo, não joga desde maio, quando foi dispensado pelo San Lorenzo.
Centurión, que atuou pelo São Paulo, não joga desde maio, quando foi dispensado pelo San Lorenzo. Foto: (Friedemann Vogel/Getty Images)

Polêmico desde o início de sua carreira, o argentino Ricardo Centurión, que atuou no São Paulo entre os anos de 2015 e 2016, voltou a ser pauta na Argentina, mas por temas que não fazem parte, diretamente, do futebol.

Em entrevista à Rádio La Red, de Buenos Aires, o atacante, que não entra em campo desde o mês de maio, quando fora dispensado pelo San Lorenzo, afirmou que passou por períodos de tristeza e tinha constantes ataques de pânico: "Aguentei muitas coisas, precisava me afastar, me sentia esgotado, tinha ataques de pânico, precisava sair de tudo, por isso decidi assim. Muitos não me entendem, mas cansei de viver. Principalmente desta maneira. Foi por este motivo que decidi sair ir do trabalho que me deu tanta felicidade. Nem eu mesmo me aguentava. Pensei que o amor da minha filha me faria esquecer um montão de feridas abertas. O amor de um filho é diferente a outro amor e outras perdas. Mas não posso suportar. Me custa olhar nos olhos da minha filha, que está crescendo. Minha vida hoje é como na pandemia. Para o jogador, o futebol é tudo. Quando não o tem, é como estar na pandemia. Hoje, ninguém me liga. Claro, um ou dois jornalistas. As pessoas que conheci não me chamam. Você se sente sozinho. Está só sua mãe e sua namorada. Sabia que ia acontecer. Não tenho medo, não escapo disso. Se tenho uma oportunidade e começo a treinar, solto tudo de verdade, o vício. É um antes e depois. Não é que não posso deixar o que fiz. Eu posso. Em um mês, estou bem".

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Longe dos planos do Vélez Sarsfield, clube que detém seus direitos, Centurión treina em separado do restante do elenco e não encontra clubes que queiram o adquirir.

No São Paulo, Centurión participou de 80 partidas e balançou as redes adversárias em 8 oportunidades. Logo, fora emprestado ao Boca Juniors e, em seu retorno, vendido ao Genoa, da Itália.