Antes do sim ao Atlético-MG, Cuca recusou Boca, Flamengo e outros três

BELO HORIZONTE, MG (UOL/FOLHAPRESS) - Campeão brasileiro e da Copa do Brasil, semifinalista da Libertadores e com um dos elencos mais qualificados da América do Sul à disposição, Cuca tinha a possibilidade de repetir os feitos de 2021 na atual temporada. Mas o treinador entregou o cargo no Atlético-MG por entender que precisava de um ano sabático.

Mas o período fora do futebol durou pouco, foram apenas sete meses afastado dos gramados, já que Cuca acertou o retorno ao Galo, na noite de sexta (22), para substituir o demitido Turco Mohamed. No entanto, o agora treinador atleticano estava mesmo decidido a não trabalhar neste ano, tanto que recusou cinco grandes ofertas antes de aceitar retornar ao Atlético-MG.

Quando se desligou do clube mineiro, no fim de dezembro de 2021, Cuca fez uma promessa aos dirigentes atleticanos de que não trabalharia nesta temporada. Alegando problemas pessoais, o treinador retornou a Curitiba, sua cidade natal, e por lá ficou nos primeiros meses de 2022. No planejamento do treinador estava uma viagem até a Europa, além de acompanhar a Copa do Mundo, no Qatar, tudo em em busca de maior qualificação profissional.

Foi por essa razão que ele negou convites de Athletico-PR, Internacional, Fluminense, Flamengo e até mesmo do Boca Juniors. Todas as cinco equipes foram atrás do treinador, que nem sequer abriu negociação por entender que tinha de cumprir o que foi prometido ao Atlético-MG e por ter outras prioridades em 2022.

O primeiro clube que procurou Cuca foi o Athletico-PR, no início de abril, logo após a demissão de Alberto Valentim. Apesar de ser confesso torcedor do Furacão, Cuca manteve a palavra e não acertou com seu clube do coração. Foi na mesma época que o Internacional foi atrás deles, depois da demissão de Alexander Medina. Cuca era a primeira opção do Colorado, mas nem sequer abriu conversa com a equipe gaúcha.

No fim de abril foi a vez de o Fluminense tentar Cuca, após Abel Braga entregar o cargo. Apesar da relação afetiva com o clube carioca, quando evitou o rebaixamento que parecia provável no Brasileirão de 2009, o treinador recusou o convite. Foi então que o Flu partiu para Fernando Diniz, que faz ótimo trabalho no Tricolor.

Do Rio de Janeiro também chegou uma oferta do Flamengo, no começo de junho, antes mesmo da demissão de Paulo Sousa. O convite do Rubro-Negro balançou Cuca, mas o receio de acertar com um clube rival do Atlético e se queimar com a torcida alvinegra, que naquele momento já se queixava de Turco Mohamed, fez com que o técnico negasse a oferta flamenguista.

O último time a procurar Cuca antes do Atlético-MG foi o Boca Juniors, que demitiu Sebástian Battaglia, após a eliminação para o Corinthians, nas oitavas de final da Libertadores. Ao UOL Esporte, Cuca confirmou a interesse do clube argentino, mas garantiu que não trabalharia em 2022.

"Recebi uma consulta, mas não vou. Vou cumprir o prometido à família e só trabalharei novamente em 2023", repetiu Cuca, no que era uma resposta padrão toda vez que tinha o nome envolvido em alguma especulação.

A história e as conquistas em duas passagens marcantes pela Cidade do Galo fazem do Atlético um clube especial para Cuca. Daí o motivo para ele dizer sim aos mineiros. É claro que, além da ligação afetiva, algumas condições ajudaram no acerto entre as duas partes, como as ligações feitas por alguns jogadores que pediram pela volta do treinador campeão brasileiro, além do contrato de apenas quatro meses e sem opção de renovação.

Cuca será treinador do Atlético somente até novembro, e depois estará livre para viajar até o Qatar para acompanhar a Copa do Mundo. E, quem sabe, assumir a seleção brasileira em 2023, após a saída de Tite, o que é o grande sonho do novamente treinador do Galo.

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