ANÁLISE: Palmeiras sai do Maracanã com grande resultado, mas atuação ruim era evitável

Palmeiras conseguiu um empate fora de casa com o vice-líder do Brasileirão (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)


O Palmeiras conquistou um importante empate em 1 a 1 com o Fluminense, no último sábado, no Maracanã, que manteve os oito pontos de vantagem para o próprio Flu na liderança do Brasileirão-2022. No entanto, não dá para elogiar totalmente a atuação palmeirense, que foi extremamente displicente em boa parte do jogo.

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Com o lema "cabeça fria, coração quente" de Abel Ferreira, parecia que o Verdão levaria a partida com 1 a 0 no placar após o golaço de bicicleta de Rony. Naquele momento, no cenário que se apresentava, era difícil imaginar que a equipe do técnico português levaria um gol, mas talvez tenha tido um excesso de frieza na cabeça e no coração.

Depois de algumas oportunidades de ampliar o placar e de aproveitar erros do Fluminense na defesa, o Palmeiras parou de jogar, passou a fazer cera de forma incompreensível e diminuiu demais a intensidade de suas ações. Assim, não teria como manter a atenção total que o jogo decisivo pedia, tornando o time desligado.

Foram várias as bolas desperdiçadas no ataque e na defesa por falta de capricho, por falta de concentração e por falta de entendimento do que significaria uma vitória ali no Maracanã. Quando esse conjunto de fatores entra em campo, o que parecia improvável acontece e o Flu empatou em um lance de bola parada com Manoel.

A partir dali, o Verdão, que já não jogava, passou a jogar menos ainda, ficou acuado, sem conseguir construir saindo da defesa ou manter uma bola no ataque. É verdade que o Fluminense teve menos lances de perigo do que o volume de jogo poderia proporcionar, mas ainda assim duas bolas na trave quase deixaram os cariocas à frente.

É importante salientar que Abel Ferreira foi bastante infeliz nas alterações, embora tenha neutralizado boa parte das características da equipe de Diniz. As entradas de Wesley, López e Tabata, por exemplo, comprometeram muito a atuação palmeirense. Além de terem sido piores do que aqueles que substituíram, não se encaixaram no esquema e foram praticamente nulos na partida.

Outro que foi muito mal foi Gustavo Scarpa, que tomou praticamente todas as decisões erradas, não foi bem nos cruzamentos, nas bolas paradas e nas finalizações, as quais exagerou e acabou deixando de oferecer a bola aos companheiros que estavam em melhores condições. Foi a pior atuação do camisa 14 em muito tempo. Além dele, Zé Rafael e Danilo estiveram muito abaixo do que podem.

O resultado foi muito melhor do que a atuação, principalmente encerrando uma sequência difícil. No entanto, essa atuação ruim serve de lição para o restante do Brasileirão. Se repetir algo assim no que vier pela frente, a liderança estará muito em breve comprometida. Nem sempre o futebol perdoa desempenhos desse tipo, que podem comprometer todo um trabalho da temporada.