ANÁLISE: Palmeiras perdeu jogando mal e esse é o principal problema

Abel Ferreira terá um enorme trabalho para colocar o time nos eixos (Foto: Geraldo Bubniak/AGB)


O Palmeiras teve uma péssima atuação diante do Athletico-PR, na última terça-feira, na Arena da Baixada, mas por sorte acabou saindo do estádio com uma derrota de apenas 1 a 0. O resultado é reversível no Allianz Parque, mas a preocupação é justamente a impressão que foi deixada em Curitiba e foi uma das piores desta temporada.

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Difícil imaginar um primeiro tempo tão ruim do Verdão quanto esse contra o Furacão. Até mesmo Gustavo Gómez, que raramente comete um erro, vacilou pelo menos três vezes na defesa e quase comprometeu o time, só não o fez por conta de um milagre de Weverton. Dudu também foi outro que individualizou demais as ações de ataque e desperdiçou algumas bolas preciosas.

Se formos falar de cada jogador, perderemos o texto inteiro, uma vez que foram raros os que se salvaram. Além do goleiro alviverde, Gabriel Menino e Piquerez tiveram atuações OK, assim como Bruno Tabata, que se esforçou para entregar algo pela direita do ataque e nas bolas paradas. No entanto, a verdade é que coletivamente a equipe esteve muito longe do seu normal e de jogar bem.

Isso é o que preocupa o palmeirense para a partida de volta. O placar de 1 a 0 perfeitamente contornável dentro de um Allianz Parque lotado e fervendo, mas somente a torcida não será capaz de levar o time, como muito ajudou na classificação nas quartas de final diante do Atlético-MG. Será preciso que os jogadores também melhorem. Caso a atuação se repita, é bom se preparar para a eliminação.

O que não pode acontecer novamente é Flaco López perder um gol feito como o que teve a oportunidade de marcar no início do duelo, algo que mudaria completamente o cenário da partida. Nem mesmo Murilo dar tanto espaço para Vitor Roque deixar Alex Santana em condições de balançar a rede após vacilo de Rocha na marcação.

Acima de tudo, porém, a melhor defesa do Brasil em números e em performance não pode ter uma atuação tão abaixo da média como na última terça-feira, principalmente no primeiro tempo. O setor estava irreconhecível, com problemas de posicionamento, confusão e falta de comunicação. Perder por 1 a 0 acabou sendo lucro para o que se desenhava. Os ajustes na segunda etapa foram bem feitos.

E o ataque, que é aquele que mais fez gols no Brasil neste ano, precisa entregar mais do que entregou. Havia espaço para concatenar jogadas e chegar perto do gol, mas o último passe não saiu, faltou capricho, faltou atenção, faltou ser menos displicente que, aliás, é algo que vem se tornando corriqueiro nos últimos meses. Uma hora essa questão acaba sendo castigada, não tem jeito.

Ainda que as ausências de Danilo e Gustavo Scarpa tenham colocado em dúvida a qualidade do elenco do Palmeiras que, de fato, deixa a desejar quando há a necessidade de alterações de "choque" para mudar o jogo, é possível fazer com que essa equipe renda muito mais e seja mais organizada, mais atenta, mais caprichosa. Será necessário tudo isso para virar a eliminatória e chegar na terceira final seguida.