ANÁLISE: Gigante da América, Palmeiras teve ajuda essencial de sua frenética arquibancada

Jogadores do Palmeiras comemoraram muito com a torcida dentro de campo (Foto: Cesar Greco/Palmeiras)


O torcedor do Palmeiras viveu uma noite histórica na última quarta-feira, no Allianz Parque. A vitória heroica, nos pênaltis, diante do Atlético-MG, valeu vaga na semifinal da Libertadores e foi conquistada com dois jogadores expulsos. Para repor essas perdas, além da capacidade de Abel Ferreira e da entrega dos jogadores, o Verdão contou com o apoio insano e sem parar das arquibancadas.

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Difícil dizer em qual patamar da história poderíamos colocar a festa que a torcida palmeirense fez antes, durante e depois da classificação do Alviverde na competição continental. Talvez seja comparável ao título da Copa do Brasil, em 2015, o primeiro do estádio novo, ou ao título paulista de 2022, como uma virada histórica sobre o rival. A verdade é que foi algo jamais visto nesses quase oito anos de arena.

Sem parar de cantar um minuto sequer enquanto a bola rolou, o torcedor do Verdão fez o Allianz Parque tremer como poucas vezes já se viu e abafou a torcida adversária, que não tinha como reagir. Parecia até que as arquibancadas sabiam que o time precisaria delas mais do que nunca, e elas estavam lá para suprir as necessidades.

Primeiro após a expulsão de Danilo, ainda na etapa inicial, antes dos 30 minutos. No lugar de se assustar, ou diminuir o ímpeto, a torcida palmeirense passou a cantar ainda mais e mais alto. Quem viu, certamente ficou arrepiado com o que se tornou o Allianz naquele momento. Com os ajustes precisos de Abel Ferreira, a equipe parece ter absorvido esse apoio como se fosse um jogador a mais.

Rony foi jogar como um lateral-direito sem a bola, Veiga e Zé Rafael fecharam por dentro, Scarpa foi para a ala esquerda, e Dudu ficou como o mais avançado do time. A estratégia, somada ao que se viu da torcida, deu certo e foram poucas as chances de perigo do Galo.

No entanto, a emoção não parou por aí, já que ainda viria mais uma expulsão, a de Gustavo Scarpa, no fim do segundo tempo. Naquele momento, a classificação parecia caminhar para um "milagre", mas mais uma vez a torcida alviverde tratou de compensar essa desvantagem numérica aumentando o tom dos cânticos e emanando a atmosfera incrível que foi criada em todos os setores da arena.

Mesmo para um gigante da América, cada vez mais temido no continente e cada vez maior na Libertadores em relação aos outros times brasileiros, o Palmeiras precisou desse apoio incondicional e insano das arquibancadas para criar forças para sair da situação adversa. Se essa sinergia "time e torcida" permanecer assim e for parecida com a da última quarta-feira, uma nova final pode vir aí.